Para enfrentar a pirataria e outros vilões que afastam o público, a indústria do entretenimento está malhando pesado, querendo ganhar músculos e conquistar a audiência que não se conforma mais em ficar só zapeando na frente da TV.
Um público representado também pela geração geek, que para os não habitués, necessita de apresentações:
Geek está associado às subculturas da internet e pessoas com talento e interesse por tecnologia e programação acima do normal. Uma elite para quem termos como transmídia e assuntos afins são tão triviais como discutir o último capítulo da novela.
Ainda que o conceito pareça novidade para a maioria das pessoas, jovens como o biólogo Cristiano Medri, 31 anos, estão transitando entre as mídias sem perceber.
Medri assistiu ao filme ''Meu Nome Não é Johnny'' (2008), dirigido por Mauro Lima, e quis conhecer um pouco mais sobre o personagem; acabou lendo o livro de Guilherme Fiúza. O mesmo aconteceu com ''O Iluminado'', com direção de Stanley Kubrick, e o livro de Stephen King.
Depois de brincar com games, como ''Mortal Combate'' e ''Lara Croft'', o biólogo também quis ver os filmes.
''Com relação aos filmes e livros, eu achei que se complementam. Os filmes são sempre mais superficiais porque não é possível tranformar em cenas tudo do livro. 'Meu Nome Não é Johnny'', o livro, não perde em nada para o filme, mas, em relação ao longa de Kubrick, o diretor consegue encontrar soluções bem interessantes para a obra de Stephen King, tornando o filme mais de terror psicológico'', comenta.
O biólogo afirma que ao migrar de uma mídia para outra busca mais informações. ''Quando busco outras mídias é porque quero mais do original. Ao ler 'O Iluminado', eu queria mais daquele universo''.

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