Farofa bem temperada
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Farofa bem temperada
O grupo Farofa Carioca promete uma verdadeira festa hoje no Cabaré do Filo, sem esquecer os problemas nacionais
ReproduçãoGrupo traz levadas dançantes associadas a ritmos brasileirosRanulfo Pedreiro
Crítica social com muito suingue. Essa é a fórmula que o Farofa Carioca traz de volta a Londrina, meses depois do grupo ter se apresentado na cidade em uma festa à fantasia. Os músicos devem ficar à vontade no palco do Cabaré do Filo. Afinal, o Farofa surgiu no meio teatral e preza características cênicas em seus shows.
Com uma formação fora do comum, incluindo guitarra, violão, cavaquinho, trombone, flauta, sax, baixo, bateria e percussão, o Farofa Carioca traz uma levada funk e soul associada a ritmos brasileiros. Os arranjos do disco de estréia, Moro no Brasil ganharam consistência com um naipe de cordas. O pique de festa traz letras contundentes, narrando o cotidiano dos morros, da violência, e até dos índios brasileiros, sem se afastar do romantismo.
O grupo promete incluir músicas inéditas no repertório do show de hoje. Elas devem rechear o novo álbum, que será gravado a partir de janeiro. Queremos levar muita alegria e mostrar um pouco do Rio de Janeiro. Eu e o Gabriel Moura somos do teatro, trabalhamos durante quatro anos, de onde saiu a minha formação, comenta Seu Jorge, vocalista e guitarrista, em entrevista por telefone à Folha2.
A ligação com as artes cênicas é confirmada por Gabriel Moura: Era uma companhia em que a gente trabalhava com muitos profissionais, fazíamos uma peça atrás da outra, e eu era encarregado de compor as trilhas, explica.
Com essa bagagem, a história do grupo até virou um longa-metragem: Moro no Brasil, dirigido pelo finlandês Mika Kaurismak. Eu fiz uma trilha para esse diretor há alguns anos e o resultado ficou muito legal. Ele é amigo da gente, aí pintou o projeto do longa, conseguimos verba com uma televisão francesa e traçamos um paralelo da história do Farofa com os 500 anos do Brasil, ressalta Gabriel Moura, vocalista e violonista.
Além utilizar recursos cênicos, o grupo também conversa com a platéia sobre problemas sociais: Sempre damos um plá sobre essa coisa de Brasil, o que podemos fazer para melhorar em relação a tudo: drogas, fome, política, educação. Nos preocupamos de verdade com tudo isso.
A experiência anterior em Londrina ficou na memória do grupo: Era um lugar enorme, com quase 12 mil pessoas. Agora esperamos a confirmação do que a gente plantou meses atrás. Estamos sempre pesquisando, procurando referências, informações, e isso tudo é somado ao tempero da banda, explica o baixista Sérgio Granha. Para Seu Jorge, há a possibilidade do Farofa Carioca preparar alguma surpresa para o show de hoje.
Moro no Brasil - Show com o Farofa Carioca. Hoje, a partir das 23 horas, no Cabaré do Filo (Rua Taubaté, 170, antiga Londrimalhas). Ingressos individuais a R$ 10,00 (estudantes, idosos, funcionários da UEL e usuários da Tim Telepar que apresentarem uma fatura telefônica terão desconto de 50%). Mesas a R$ 100,00. Ponto de vendas: Casa de Cultura (Praça 1º de Maio, 118.) Mais informações pelo telefone (043) 322-1030. O Cabaré abre suas portas às 22 horas.





