Falta um prêmio significativo para o Estado
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quarta-feira, 20 de dezembro de 2000
Francelino França De Londrina 
A gralha-azul vive com a incumbência de disseminar as sementes do pinho na região sul do País. Justamente por esse caráter de propagação e difusão, essa ave foi escolhida para denominar um prêmio no setor teatral. Depois de 21 edições, completadas este ano, o Troféu Gralha Azul continua restrito aos círculos curitibanos. Do norte do Paraná, o Grupo Armazém de Teatro e o falecido diretor José Antônio Theodoro receberam o almejado troféu. A diretora Nitis Jacon foi contemplada com uma estatueta, mas como homenageada.
A atriz e diretora londrinense Maria Fernanda Coelho, que faz parte da comissão organizadora do Festival Internacional de Londrina (Filo), afirma que não se interessa pelos prêmios da capital. É uma coisa muito interna, sempre achei o prêmio Gralha Azul, por exemplo, muito restrito a Curitiba, opina. Para ela, a premiação é importante quando possui um caráter de estímulo e incentivo a produção teatral. Existe produção profissional fora de Curitiba, pelo menos ela poderia ser avaliada, prossegue.
Do ponto de vista de Fernanda, falta um prêmio que contemple a produção teatral de todo o Paraná. Ou pelo menos que se levante se realmente há produção, questiona. Essa lacuna no reconhecimento dos espetáculos produzidos fora da capital necessita de dois pré-requisitos, segundo a atriz Maria Fernanda Coelho: que o prêmio seja um canal para estimular e dar visibilidade ao teatro paranaense. E realmente não posso afirmar que o Gralha Azul é representativo para o Estado, finaliza.


