Falta de pagamento gera protesto
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segunda-feira, 17 de julho de 2000
Jackeline Seglin De Londrina 
Sem receber salário desde maio, professores e funcionários das Escolas de Dança e Teatro de Londrina devem ocupar hoje a Secretaria Municipal de Cultura
Professores e funcionários das Escolas Municipais de Teatro e Dança e integrantes do Ballet de Londrina pretendem ocupar hoje a Secretaria Municipal da Cultura, para exigir uma postura mais atuante da secretária Angela Marçal. O motivo seria o atraso de 77 dias no repasse da verba do convênio entre a Prefeitura e a Funcart, órgão responsável pelo gerenciamento das escolas. A verba, de R$ 21 mil mensais, é referente ao salário de 28 pessoas que desde maio não recebem o pagamento.
Procurada pela Folha2, Angela Marçal disse que somente ontem tomou conhecimento de que os salários ainda estavam atrasados e que apenas a Secretaria da Fazenda poderia dar uma posição concreta sobre o assunto. Eu até fui à prefeitura hoje (ontem) pela manhã, mas não estava sabendo desse atraso, afirmou. A secretária comentou, inclusive, que teria perguntado a uma assessora do secretário Jair Gravena como estava a situação da Funcart. Fiquei sabendo que o repasse só não tinha sido acertado ainda por falta de documentação, disse a secretária, sem fornecer mais detalhes.
Angela Marçal salientou ainda que ficou sabendo do assunto através da imprensa. Se soubesse, já teria tomado providências. Eu cobrei uma coisa que nem sabia que estava atrasada. Por isso não fui a fundo na questão, ressalvou.
O diretor do Ballet de Londrina, Leonardo Ramos, observa que além de não receber há mais de dois meses, os funcionários são obrigados a pagar os encargos salariais em dia. A auditoria da prefeitura não aceita o pagamento dos encargos com atraso. Para receber, precisamos apresentar certidão negativa de débito, diz Ramos. O quadro funcional da Escola Municipal de Dança e do Ballet de Londrina inclui bailarinos, técnicos, professores, diretor e assistente de direção-produção.
Na Escola Municipal de Teatro (EMT), a situação é mais crítica. Além do atraso de salário dos sete professores, a escola está tendo problemas com o fornecimento de energia elétrica. Ontem à tarde, a luz foi cortada pela segunda vez este mês. A Copel nos telefonou na sexta-feira avisando do corte. Hoje (ontem), o fornecimento foi suspenso antes do almoço, conta Sílvio Ribeiro, professor e um dos coordenadores da EMT.
Segundo ele, a conta estaria atrasada há dois meses. Procuramos a Secretaria da Cultura, mas ninguém soube informar se a luz havia sido paga ou não. Segundo a secretária Angela Marçal, ainda ontem o problema seria resolvido.
O pagamento das contas de luz, água e aluguel, de acordo com Sílvio Ribeiro, também faz parte do convênio. O coordenador afirmou ainda que a EMT pagou o último mês do aluguel (no valor de R$ 700,00) com dinheiro de caixa (referente às mensalidades) para evitar mais problemas.
A Folha2 tentou contato com o Secretário da Fazenda, Jair Gravena, várias vezes, por telefone e através de seu gabinete, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.


