Oferecida pela primeira vez dentro da programação pedagógica do Festival de Música de Londrina, a oficina ''Atividades Musicais na Educação Básica'' teve como objetivo instrumentalizar os educadores para a pesquisa de materiais, adaptação e utilização da música e da linguagem musical na sala de aula com diferentes faixas etárias. Com 30 vagas disponibilizadas, foram preenchidas apenas 17, sendo a maioria dos participantes de fora de Londrina.
''Infelizmente, isso demonstra uma certa falta de interesse por parte dos professores daqui, que deveriam até ter uma formação continuada nessa área. E houve incentivo da própria Rede de Educação de Londrina, que liberou os professores que participassem do curso da semana pedagógica de planejamento realizada durante as férias'', lamenta o músico e educador musical Marcelo Caires, de Londrina, responsável pelo curso.
Ao contar com a participação especial da professora de música Maria Zeí Biagioni, de São Paulo, era visível a animação dos participantes em uma atividade de percepção auditiva em que foram utilizados diversos instrumentos percussivos. Aos 76 anos, Zeí esbanja vitalidade e fala com amor e nostalgia de um tempo em que a música tinha um papel de destaque na educação. ''Venho de uma época em que cantávamos o hino com muito orgulho. Hoje, a maioria das pessoas nem conhecem o conteúdo da letra do nosso hino, a sua história e se surpreendem com o conhecimento que está por trás disso'', comenta.
De Belém do Pará veio a psicóloga Thaís Coelho Leitão, 33 anos, que participou pela primeira vez do Festival. Preparando-se para dar uma disciplina sobre psicologia aplicada à educação musical em um curso de aperfeiçoamento para professores, ela viu na oficina a oportunidade de ampliar o seu conhecimento sobre o assunto. ''O que eu gostei é que não foi um curso teórico, pois falou muito sobre a importância da vivência. Do quanto é possível trabalhar as emoções e os sentimentos dos alunos por meio da música'', conta. (A.P.N.)

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