Falta de estrutura inviabiliza turismo internacional no PR
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de junho de 2001
Andréa LombardoDe Curitiba 
A falta de opções de vôos internacionais, por consequência da pouca infra-estrutura no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), atrapalha o desenvolvimento do turismo no Paraná. O investimento de R$ 3 milhões na construção da nova ala internacional melhorou as condições do terminal, mas há ainda muito o que se fazer para aumentar o fluxo de turistas estrangeiros no Estado.
A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens do Paraná (Abav-PR), Antonio Azevedo. Para ele, o aumento na oferta de vôos reflete diretamente no incremento no turismo internacional, não só de Curitiba e Região Metropolitana, mas de outras cidades do interior e até de Estados vizinhos. Ampliar as opções de vôos internacionais vai muito além da questão do conforto. Representa desenvolvimento social, pois o crescimento do turismo abre oportunidades para geração de empregos e renda para o Paraná.
Azevedo informou que já existem negociações para a ampliação das ofertas de vôos para outros países, mas sua efetivação depende de estudos técnicos detalhados para que não se inviabilizem como já aconteceu com outras linhas, que operavam até o ano passado. Segundo ele, assim como a Varig, que disponibilizou vôo direto para Frankfurt (Alemanha), a TAM planeja ofertar vôo para direto para Paris. Há promessa, ainda, da Continental Airlines de colocar vôos para os Estados Unidos a partir do ano que vem.
A Abav-PR tem dado apoio constante para o aumento do número de vôos internacionais e está satisfeita com o andamento das negociações, reforçou. A preocupação é quanto à infra-estrutura que o aeroporto oferece para receber essas mudanças, complementou Azevedo, referindo-se à dificuldade que o turista encontra quando vem a Curitiba nos meses de maio a setembro. Nesse período, o aeroporto fecha frequentemente por causa da formação de neblina. E é justamente nessa época do ano, lembra Azevedo, que acontecem a maioria dos eventos, tanto nacionais como internacionais.
A instalação de um novo equipamento o ILS-II (Instrument Landing System) deve minimizar os problemas de visibilidade no Aeroporto Afonso Pena. Ele permitirá a realização do pouso da aeronave com visibilidade horizontal de 400 metros e vertical de 30 metros. No entanto, se a neblina estiver abaixo dos 30 metros de teto, a falta de visibilidade vai continuar comprometendo os vôos. O equipamento já foi comprado e deve entrar em operação a partir de setembro. Para Azevedo, o ILS-II só funcionará, efetivamente, dentro de um ano. Segundo ele, esse é o prazo estimado para que o aparelho seja aferido e homologado pelo Ministério da Aeronáutica.
O presidente da Abav também defende a instalação de um duty free shop (loja de importados), no Aeroporto Afonso Pena como forma de torná-lo mais atrativo para o turista. O terminal aeroviário já conta com dois espaços um de 70 m2 e outro de 291 m2 para implantação dessas lojas. A construção da terceira pista também é um componente essencial para a consolidação de mais vôos internacionais, complementou.
Com a abertura de novos vôos internacionais, lembrou Azevedo, vai competir, também, à iniciativa privada oferecer pacotes nas cidades de origem para atrair o turista estrangeiro para o nosso Estado. A Folha fez contato com a assessoria de imprensa da Infraero (responsável pela administração do Aeroporto Afonso Pena), mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno das ligações.


