O aniversário de 125 anos do Museu Paranaense, na última terça-feira, não foi comemorado com a solenidade que merecia. Somente um tímido cartaz, num mural na parte administrativa do prédio anunciava a passagem da data. O prédio do museu não conta com um projeto de restauração e para o diretor da instituição essa medida também não resolveria o seu problema. ''Estamos engessados, precisamos de espaço para respirar'', desabafa o diretor. Um exemplo é que as exposições permanentes que contam a história do Estado acabam no século 19, pois não há espaço adequado para abrigar o acervo relacionado ao século 20. Resta esperar que a reformulação proposta pelo governo seja colocada em prática e um novo (e adequado) prédio seja destinado ao acervo do museu.
Depois disso, o governo vai enfrentar um outro problema: o destino do prédio da Generoso Marques. Sem passar por uma reforma desde 1973, o prédio mostra evidentes sinais de descaso. As iniciativas de levantar as características originais do local e buscar soluções para um projeto de reforma, necessárias a um prédio histórico, são particulares. Como é o caso da Agenda Mais, uma agenda de arquitetura distribuída no Paraná que resolveu usar o prédio como tema da publicação do próximo ano e realizou prospecções nas paredes internas que revelaram as pinturas originais, embaixo de cinco camadas de tinta.
Quando se trata do destino do prédio, a Secretaria da Cultura não tem respostas. Mas isso também ocorre com os outros museus da Capital. A secretaria mantém hoje pelo menos cinco espaços com acervos de importância inestimável e manutenção duvidosa. Além do MAC, do Museu Paranaense e do MAP, mantém o Museu da Imagem e do Som (Mis), a Casa João Turim, o Museu Alfredo Andersen, o Museu do Expedicionário e a Casa Andrade Muricy. Todos os espaços são abertos ao público.(K.M.)

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