Falabela embarca no 'Submarino'
Terrível dilema no coração dos homens e mulheres envolvidos no ir e vir agitado destes tempos nervosos, e ao mesmo tempo permeado de silêncio e solidão. César e Rita são dois habitantes de uma grande cidade, casaram-se e formam o típico casal moderno. As dificuldades no casamento que em outros tempos seriam levadas entre segredos e lágrimas, para eles é motivo de separação. Mas - e quem diz de cada um levar a vida sozinho?
O Submarino, comédia estrelada por Miguel Falabella e Zezé Polessa, que estréia hoje no Guairão, fala dessas agruras dentro do humor corrosivo do ator, que aqui assina o texto juntamente com Maria Carmem Barbosa. A dupla é infalível na ironia, no toque das feridas, no escancarar das situações.
Quem disse que casamento foi feito para durar? Até pode dar certo, mas para chegar lá muita água vai rolar. O naufrágio está sempre na iminência de acontecer, e com a ferina intuição feminina, Rita diz uma frase que tem o peso de uma sentença do juiz:
- O casamento é igual a um submarino. Até boia, mas foi feito pra afundar.
Polessa e FalabellaO Submarino coloca em cena César e Rita, ele um corretor da bolsa de valores, e ela uma bibliotecária. Por detrás das imagens dos personagens estão dois amigos de longa data, que pela primeira vez contracenam numa comédia: Miguel Falabella e Zezé Polessa.
Antes desta peça participaram de outras duas montagens - O Despertar da Primavera, de Frank Wedekind, e em Mephisto, de Ariane Mnouchkine. Vindo do Tablado, o espaço mágico de Maria Clara Machado, donde saíram tantos artistas, Miguel Falabella é hoje um dos mais conhecidos atores nacionais. E dos mais bem sucedidos, porque os textos que ele escreve invariavelmente fazem extraordinários sucessos.
Sem contar que abocanhou dois prêmios Moliére, três Mambembe, dois da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), e mais o Apetesp e Shell. A Partilha foi traduzida e encenada em nove países. Outros títulos famosos: Sereias da Zona Sul (que inaugurou o chamado teatro do besteirol, que com o tempo caiu em desuso), Algemas de Ódio, Louro, Alto, Solteiro, Procura..., monólogo também em parceria com Maria Carmem.
Zezé Polessa trocou a medicina pelo teatro e, apesar da corda bamba que a arte sempre se apresenta aos olhos de todos, acabou dando certo. Atriz de reconhecido talento também levou para casa troféus dos prêmios Mambembe, Coca-Cola e APCA. Entre seus trabalhos mais marcantes no teatro estão Delicadas Torturas, Mephisto e Bukowski. Mais recentemente atuou em A Bela do Alentejo, biografia teatralizada da poetisa portuguesa Florbela Espanca.
Na televisão atuou em novelas como Top Model, Explode Coração, Salsa e Merengue e ganhou a unânimidade de público e crítica na missérie Memorial de Maria Moura.DivulgaçãoMiguel Falabella e Zezé Polessa formam o típico casal moderno na peça O Submarino, que estréia no GuairãoZeca Corrêa Leite





