Curitiba – O Teatro Amazonas é sem dúvida o ponto turístico mais imponente do centro de Manaus. Inaugurado em 1896, o prédio histórico é fruto da riqueza gerada pelo ciclo da borracha e foi erguido para ser uma ‘‘opera house’’, numa época em que a língua mais falada nos salões da alta sociedade manauara era a francesa. O monumento possui quatro fachadas distintas e uma cúpula, pra lá de vistosa, recoberta com 36 escamas em cerâmica esmaltada nas cores da bandeira brasileira. O requinte do lugar fica completo com as pinturas neoclássicas feitas pelo artista italiano Domenico de Angelis, mármores de Carrara, cristais de Murano, detalhes em barroco dourado e estuques rococós.
  O teatro é de encher os olhos do turista. Ele foi restaurado, assim como todo Largo de São Sebastião, no final de 2005 – a entrada no edifício é monitorada pelo município – e sedia, entre os meses de abril e maio, o festival anual de ópera. Para admirar o cenário, que é lindo, organizado e bem iluminado, a sugestão é comprar pipoca nos carrinhos que possuem design em sintonia com o tempo histórico do lugar ou fazer passeios de carruagens. Lá ainda estão situados a Igreja de São Sebastião, lanchonetes do teatro, galeria de Artes e um bondinho (desativado). Na rua ao lado, fica o Palácio da Justiça.
  O city tour também inclui visita aos museus, como o do Numismática e o do Índio, e ao zoológico – mantido pelo Exército e que representa as espécies da fauna amazônica –, porto flutuante e alfândega. Perto destes dois últimos fica o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, construído no estilo art noveau, com estrutura de ferro e vitrais coloridos. Ele é uma réplica do extinto mercado ‘‘Les Halles’’, em Paris. Tanto lá, quanto na feirinha da Praça Terreiro Arara, o turista deve aproveitar para comprar o artesanato local. Outro lugar de venda de souvenirs é o próprio Aeroporto Eduardo Gomes.
  A oferta vai desde colares, brincos entre outros ornamentos femininos, a quadros, arco e flecha, cuias, cestas, baús, cocar, etc. Quem for a Manaus em busca de eletrodomésticos, perfumaria e produtos importados bem baratinhos, esqueça. Quase não existe vestígios desse tipo de comércio, que deixou de ser o forte da Zona Franca de Manaus – agora quem produz é próprio Pólo Industrial de Manaus, que reúne cerca de 400 empresas e tem faturamento anual superior a US$ 10 bilhões.
  E para quem acha que orla é só de praia, vai ficar surpreso com a de água doce da capital do Amazonas – que só não tem o barulhinho das ondas quebrando. É no calçadão e centro de lazer de Ponta Negra, ambos revitalizados, que se consegue um dos ângulos mais privilegiados para assistir ao pôr-do-sol e para olhar a lua. Ao longo de 2 quilômetros, às margens do Rio Negro, existem barzinhos, ciclovia, quadras esportivas e palcos para apresentações culturais.
  O festival do boi-bumbá já começa a mobilizar a capAital amazonense três meses antes do evento, que acontece em junho, para os ensaios das músicas e coreografias dos Bumbás Garantido e Caprichoso (são os mais conhecidos), marcados por ritmo frenético e dança contagiante. A festa é a maior manifestação folclórica do Estado e atrai milhares de turistas, que comparece em peso na ilha de Parintins, localizada a 420 km de Manaus, no Rio Solimões. O espetáculo é imperdível para quem estiver visitando a cidade durante o período. A programação cultural do Amazonas pode ser conferida no site www.governodoamazonas.gov.br (F.G)

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