Fabiula Nascimento comemora permanência na TV
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sábado, 16 de maio de 2015
Geraldo Bessa<br> TV Press 
O poder de transformação cênica de Fabiula Nascimento vive um momento de "provação". Afinal, a atriz reaparece na tevê na pele da batalhadora Paulucha, de "I Love Paraisópolis", cerca de dois meses depois de sair de "Boogie Oogie", última trama das seis. Sem dar sinais de cansaço e com o jeito leve e despachado que lhe é peculiar, ela justifica sua frequência no vídeo com humor. "Preciso trabalhar e tenho um contrato a cumprir", brinca. A questão contratual não deixa de ser verdade. Entretanto, depois de muitos anos em busca de um "lugar ao sol" na tevê, Fabiula comemora sua escalação para papéis consecutivos da forma que sempre sonhou: trabalhando. "Acho incrível estar no ar e já ser chamada para um novo projeto. Depois de alguns anos de 'vacas magras' e muitos testes, me sinto uma privilegiada", valoriza.
O "vento" começou a mudar para Fabiula depois do êxito popular de Olenka, sua divertida personagem em "Avenida Brasil", de 2012. Antes disso, a atriz acumulava participações em séries como "Casos e Acasos" e "Força-Tarefa". "Alguns personagens têm esse poder de 'chamar' outros, devo isso a Olenka e também à boa relação que construí no núcleo do Ricardo (Waddington) e da Amora (Mautner)", avalia. Foi a convite dos diretores que, nos últimos três anos, Fabiula não parou. Emendou finais e pré-produções de títulos como "O Canto da Sereia", "Joia Rara" e "Boogie Oogie". "Ganhei versatilidade e um pouco de 'know-how' de televisão. Hoje encaro as cenas de forma mais simples, mas com a mesma dedicação", conta.
Em "I Love Paraisópolis", Fabiula "dá um tempo" no trabalho com Waddington e companhia para conhecer o esquema de produção de Wolf Maya. "Sempre fiz novela com a mesma 'galera' e foi um imenso prazer. Mas é bom mudar e conhecer outros autores e diretores. Saber que fui lembrada para esse papel é muito legal. Isso envaidece qualquer profissional", explica. Após dois trabalhos mais densos e de época, ela agora retorna ao humor popular que a marcou. Na trama assinada por Alcides Nogueira e Mário Teixeira, Paulucha é a doceira mais famosa da favela que dá nome ao folhetim. A ambientação da trama não é nenhum problema para Fabiula, curitibana que conhece muito bem os contrastes de São Paulo, especificamente, a linha tênue que divide Paraisópolis e o bairro nobre do Morumbi, localizados entre as Zonas Leste e Sul da capital Paulista. "São locais complementares. Paraisópolis precisa do Morumbi e vice-versa. Acho muito interessante jogar luz para as alegrias e as tristezas de quem vive nas áreas periféricas", analisa.
Focada em seus trabalhos na tevê, Fabiula não quer muito saber de férias. Tanto é que, se aparecer outro projeto depois da nova novela das sete, ela não hesitaria em aceitar. "O momento é de aproveitar as oportunidades e construir uma carreira legal e diversificada. Não apenas na televisão", garante, aos 36 anos. Com uma ficha extensa de participações no cinema, paralelamente aos ensaios para a novela, a atriz estava envolvida com as gravações de "S.O.S. Mulheres ao Mar 2", continuação da comédia de sucesso de 2014 e que tem previsão de estreia para o final do ano. No longa de Cris D'Amato, ela volta a interpretar a atrapalhada Luiza, irmã da protagonista Adriana, de Giovanna Antonelli. "É quando o trabalho também vira diversão. Viajamos por cidades como Miami e Cancún. Foi muito bacana voltar a viver uma personagem. Quando um trabalho chega ao fim, sempre fico na curiosidade de saber o 'depois' de cada papel. Agora matei a curiosidade", destaca.


