Fábio Porchat elege as cinco melhores histórias de seu programa
O humorista fala dos 20 anos de carreira e das melhores histórias de famosos e anônimos que já apareceram no seu programa
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 17 de março de 2025
O humorista fala dos 20 anos de carreira e das melhores histórias de famosos e anônimos que já apareceram no seu programa
Leonardo Volpato/ Folhapress 

SÃO PAULO - Ouvir histórias engraçadas, peculiares e curiosas. É essa a rotina profissional do humorista Fábio Porchat, 41, que, por onde passa, é abordado por alguém disposto a lhe contar alguma experiência inusitada. Desde 2019, com a estreia do Que História É Essa, Porchat? (GNT), mais de mil pessoas, entre famosos e anônimos, já lhe fizeram confidências -muitas delas viralizaram nas redes.
Não é uma tarefa fácil para ele escolher as suas favoritas. A reportagem perguntou quais seriam, e Porchat nem titubeou ao apontar a melhor de todas: a de Heloísa Périssé que ligou por engano para um homônimo de seu ginecologista e tirou dúvidas bastante pessoais, até perceber que estava falando com outra pessoa.
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"A da Heloísa Périssé é imbatível, perfeita do início ao fim, com viradas, surpresas. Teria que existir o Prêmio Heloísa Périssé de melhor história", brinca ele.
Porchat fala ainda sobre as estratégias para manter o programa em alta após sete temporadas, sobre os planos para 2025 e da recente saída de Antonio Tabet do Porta dos Fundos.
Este ano você celebra 20 anos de carreira. Que trabalhos destacaria nessa trajetória?
Em 2005 foi minha estreia no teatro com o Paulo Gustavo (1978-2021), mas ninguém me conhecia. Se pudesse eleger os principais momentos da minha carreira, seriam o Porta dos Fundos, em 2012; quando ganhei meu primeiro talk show [na Record], em 2016, e o Que História É Essa, em 2019. São três pontos de virada. O Porta me divulgou para as pessoas; o talk show fez todos perceberem que eu podia ser apresentador; e o programa de histórias se tonou um supersucesso.
Recentemente, Antonio Tabet e Ian SBF deixaram o quadro de sócios do Porta. Houve briga?
Não houve briga nenhuma, o que é ótimo, porque numa sociedade às vezes tem briga. São só caminhos diferentes sendo tomados. Eles foram por um lado e nós (eu, o João Vicente e o Gregorio Duvivier) por outro. Agora temos o Porta nas mãos para uma nova fase, fortalecer ainda mais o que temos.
Você se vê nesse projeto até quando? Pensa em um dia sair também?
Porta dos Fundos é um lugar seguro para mim, onde posso desenvolver projetos ousados, diferentes. Esse canal conquistou credibilidade nesses 13 anos, o público sabe que dali sairá algo novo. Às vezes erramos, é assim quando falamos em criação, mas estamos sempre nos testando. Mais do que um canal, o Porta virou um produtor de conteúdo com filmes, séries e esquetes.
O Que História É Essa, Porchat? é um sucesso. Quais suas cinco histórias favoritas?
Que pergunta difícil, já tivemos mais de 1.000 delas no programa. Mas creio que a do ginecologista da Heloísa Périssé é imbatível, perfeita do início ao fim, com viradas, surpresas. Teria que existir o Prêmio Heloísa Périssé de melhor história.
Poderia citar mais algumas?
Gosto da que foi contada pelo Kiko Mascarenhas, a nossa primeira história de cocô (risos). Ela é surpreendente, engraçada, diferente. Não tem como deixar de lado a da Fernanda Torres, 'totalmente drogada', que virou até meme. E gosto dos anônimos. Uma moça que contou uma história que não conseguiu perder a virgindade na lua de mel. Foi cativante. Tem a do exorcismo do boneco Melocoton que me divirto demais.
Como é feita a seleção das histórias?
Para anônimos temos um grupo de pesquisa que vai atrás, mas recebemos muitas pela internet por vídeo. Na rua me param e falam que têm algumas boas. Alguns falam: 'essa história tem que guardar para contar no Porchat'. Virou uma referência. Eu adoro, porque são 120 histórias de famosos e 80 de anônimos por ano. Já as celebridades mandam por áudio, mas precisa saber contar. Já tivemos algumas que não entraram porque o famoso não sabia contar.
E quais seus planos para esse ano?
Tem a minha peça cômica de histórias de viagens que vou levar para o Brasil e o mundo. Passarei por Cabo Verde, Londres, Japão. Dia 20 de abril será a última vez em São Paulo. Também vai estrear em abril o reality LOL do Prime com o pessoal do Porta dos Fundos. Vou rodar um filme para o mesmo streaming. E, claro, novidades no Porta dos Fundos.


