O show com Ezequiel Piaz acontece no dia 23/1, às 13 horas, no Memorial de Curitiba. A apresentação faz parte da 18ª Oficina de Música de Curitiba e da 8ª Oficina de MPB. A entrada é gratuita.Violonista apresenta-se amanhã, em Curitiba, dentro da programação da Oficina de MPB
DivulgaçãoEzequial Piaz tem formação erudita, mas dedica-se à música popular e de raiz, garimpando os ‘‘ritmos da terra’’

De Curitiba

O violonista Ezequiel Piaz dará recital amanhã à tarde no Memorial de Curitiba, com um repertório formado por composições suas que foram gravadas no CD ‘‘Violão Brasileiro’’, lançado recentemente. O disco estará à venda no local.
Piaz, gaúcho de Passo Fundo mas adotado pelas Minas Gerais, para onde sua família mudou-se quando ainda era menino, teve formação erudita no violão, mas assim como toca Villa-Lobos também se detém na música popular e de raiz. Esta última entrou em sua vida pela própria vivência mineira e faz parte da própria criação artística:
‘‘Dentro da história da música brasileira, Minas Gerais é uma escola muito forte, que se diferencia de tudo o que acontece no resto do País. Então eu carrego influências da coisa da viola, do dedilhado do violão. Absorvi isso e coloco na minha música. As cores urbanas vieram da fase de estudos, dos tempos da universidade. Esses elementos com certeza se misturam em mim’’.
A identidade musical de Ezequiel Piaz tem traços equitativos, ‘‘não pende mais para o mineiro ou para o gaúcho’’, afirma. Isso porque tem também a ancestralidade. Se o caipirismo mineiro ocupa um espaço, o outro pertence à mistura do sangue indígena com o espanhol que carrega nas veias.
As músicas que o público irá ouvir amanhã já foram aplaudidas por platéias da Alemanha e da Polônia, onde o artista se apresentou em concertos-solo. Ele aproveitou a oportunidade de uma turnê realizada com um grupo de artistas pela Polônia e subiu aos palcos nestes países. Tocou ainda na Checoslováquia, porém ‘‘foi mais uma coisa de divulgação, não chegou a ser um concerto’’.
‘‘Violão Brasileiro’’, como diz o próprio nome, é voltado para os ritmos da terra. Não é um disco instrumental com tendência ao jazz, nem tem a necessidade de mostrar virtuosismos técnicos, com fraseados complicados. ‘‘Não há necessidade disso’’, comenta.
‘‘A primeira coisa que a música deve ter é o dom de tocar no coração das pessoas. O grande lance é o instrumentista se desprender de qualquer pré-conhecimento, pré-informação e apenas sentir. Acho que isso está bem claro no disco’’. Quem for ao recital, verá a mesma coisa.