Extensa produção literária
A estréia literária de Marina deu-se em 1968, com ''Eu Sozinha'', seguindo-se uma extensa produção, entre poesias, contos, crônicas e literatura infanto-juvenil. Este ano, ela lançou dois livros para o público jovem, ''Minha Ilha Maravilha'' (Ática), de poesias, e a novela ''Minha Tia Me Contou'' (Melhoramentos). A escritora também assina as belas ilustrações dos seus livros .
A exemplo da escritora e psicanalista junguiana Clarissa Pinkola Estés, Marina seduz com seus contos de fadas, que podem ser interpretados de diferentes maneiras. No conto moderno ''A Moça Tecelã'', por exemplo, o tema é a mulher enclausurada e presa aos afazeres domésticos, que troca o ''felizes para sempre'' pelo desejo de liberdade e independência. Já o livro ''Uma Idéia Toda Azul'' reúne dez contos: da donzela que borda seu mundo particular; da princesa que desconhece que toda beleza precisa ser livre; de um unicórnio e sua paixão; da primeira e única idéia de um rei; da corça aprisionada; do eterno fiar de duas irmãs; da princesa e seu único amigo, seu próprio reflexo; de amores impossíveis, e do rei que só queria ouvir boas notícias.
''Os contos de fadas são gêneros específicos dentro da literatura, e devem funcionar para qualquer idade. Mas não faço reescritura dos clássicos, eu crio contos.''
Nos seus minicontos, a escritora segue um processo de criação. ''Estudo o tema para estabelecer os pontos essenciais. Faço uma pauta e seleciono quais são os mitos que servem para o tema. O importante é que tenha um arcabouço, que dê solidez ao trabalho.'' (V.F.)





