Em Nova York até uma ponta de estoque, os famosos outlets, como o Woodbury Common Premium, a 50 minutos de Manhattan, é o topo do mundo do chique e sofisticado. Poucas coisas, como a cidade, representam tanto o sentimento de poder. Uma delas é a caneta Rouge et Noir.
Inspirada no romance ''Le Rouge et le Noir'', de Henri Beyle Stendhal, a caneta de corpo preto com uma estrela vermelha na extremidade da tampa é para os colecionadores o que a atriz Marilyn Monroe é para os fãs: sexy e linda. Além de escultural, a caneta feita de materiais nobres e design refinado, é símbolo de prestígio.
A Rouge e outras canetas Montblanc, como a Voltaire, Luis XIV, Marquise de Pompadour, Alexandre Dumas, François I e Marcel Proust são as celebridades do 15º São Paulo Pen Show até 30 de agosto, no Bourbon Shopping São Paulo, em comemoração ao ano da França no Brasil.
Realizada há mais de 20 anos em cidades como Londres, Nova York, Genebra, Chicago, Toronto e Melbourne, a exposição de canetas raras traz uma vitrine com a maior coleção de Montblancs do mundo pertencente ao cirurgião vascular paulistano Roberto Caffaro, o Mr. Montblanc.
Entre as raridades, canetas do século XVII e uma das 10 Spider Montblanc existentes no mundo, produzida em 1920. Toda em prata, a peça é facilmente identificada pelas duas aranhas no corpo.
Coadjuvantes da história, entre as mais de 500 peças exibidas, a Parker 51 vacumatic, modelo que assinou o Tratado de Paz dos Estados Unidos e Alemanha, na Segunda Guerra Mundial.
As marcas mais importantes na história das canetas são a Waterman, lançada em 1884, Parker (1888), Pelikan (1903), Montblanc e Sheaffers (1908), Eversharp (1005) e Boef (1925/1930).
Diante dessas grifes cobiçadíssimas, é redundante dizer que para os colecionadores o hobby é uma paixão. Porém, por falta de outra palavra que defina o gosto, é paixão mesmo o que move aficionados como o empresário londrinense Nivaldo Barone, 53 anos, fundador do Pen Club Londrinense, que reúne 12 associados. Ele diz que os apaixonados por canetas levam em consideração a história com predileções por determinadas marcas.
Barone prefere a Parker 51. Um hobby que começou ao ser presenteado com uma caneta pelo pai. O empresário tem um acervo de 200 peças em que a mais rara é uma de 1949 e a mais antiga do início do século passado. ''Quando o assunto é caneta rara não gostamos de falar em valores. Estamos mais interessados na procedência, estado de conservação e história da peça'', avalia Barone.

SERVIÇO
- 15º Pen Show
Quando - Até 30 de agosto
Onde - Bourbon Shopping São Paulo (R. Turiassu, 2.100, São Paulo) Mais informações - (11) 38745050

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