Rio, 02 (AE) - A maior exposição de arte brasileira, cerca de 6 mil peças a serem expostas no Parque do Ibirapuera, a partir de 24 de abril, foi anunciada esta semana pela Associação 500 Anos Artes Visuais. A "Mostra do Redescobrimento", nome que o evento ganhou, pretende montar um painel de toda a arte produzida no País, desde antes mesmo da chegada de Pedro álvares Cabral até os anos 80 e 90, com documentos importantes como a "Carta" de Pero Vaz Caminha, que será exibida pela primeira vez no Brasil.
No Ibirapuera, quatro pavilhões serão ocupados por 12 módulos temáticos: o Ciccilo Matarazzo, da Fundação Bienal de São Paulo, Lucas Nogueira e Padre Manuel da Nóbrega. Além disso, uma instalação em forma de caverna, nos jardins do Parque, abrigará uma sala de exibição de filmes sobre sítios arqueológicos brasileiros. Em outubro, a exposição segue para o Rio, onde ocupará cinco instituições, os museu de Arte Moderna (MAM), Nacional de Belas Artes (MNBA), o Histórico Nacional (MHN), o Paço Imperial e o Centro Cultural Banco do Brasil. (CCBB). Depois, a mostra viajará para 22 cidades do Brasil e do exterior.
O custo da exposição chega a R$ 30 milhões (metade para a parte brasileira e outro tanto para o exterior) a serem bancados pelo governo federal (20%) e iniciativa privada, através das leis de Incentivo à Cultura. Entre as obras a serem mostradas estão cerâmicas e objetos decorativos dos índios, quadros da modernista Tarsila do Amaral, dos pioneiros Taunay e Benedito Calixto, do barroco mineiro (um São Miguel da Igreja do Pilar, em Outo Preto) e baiano (um anjo tocheiro do Museu de Arte Sacra de Salvador) e os contemporâneos Mira Schendel e Amilcar de Castro.
A coordenação da mostra no Brasil e no exterior ficará a cargo da ex-secretária de Cultura do Rio, Helena Severo, que se exonerou esta semana para assumir o cargo. A mostra viajará pelo Brasil, Europa e Estados Unidos até meados de 2002.

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