Uma exposição de cunho histórico chegou em Maringá para mostrar as atrocidades cometidas contra as vítimas ''menos'' conhecidas do holocausto da 2 Guerra Mundial, as Testemunhas de Jeová. Depois de passar por Londrina, onde mais de 21 mil pessoas visitaram a mostra, a exposição denominada ''Triângulos Roxos - As vítimas esquecidas do nazismo'', fica até o dia 30 deste mês, no Teatro Calil Haddad.
A entrada da exposição traz a réplica do mesmo portal instalado em campos de concentração com a frase ''O trabalho liberta'' escrita em alemão. A frase era utilizada por Hitler para ludibriar os presos que achavam que nos campos iriam apenas ''trabalhar''. Na exposição também estão réplicas perfeitas do uniforme - com o triângulo roxo que identificava as Testemunhas de Jeová - e da tampa de um forno crematório. A sequência de painéis tem na parte superior uma cerca de arame farpado.
Os detalhes estruturais da exposição chamam a atenção do público para a perseguição implacável dos nazistas às Testemunhas de Jeová, na época chamadas de ''Estudantes da Bíblia''. Segundo os organizadores, o holocausto geralmente suscita apenas lembranças sobre o extermínio dos judeus.
Hitler pregou o ódio contra as Testemunhas de Jeová porque os seguidores desta religião não compartilhavam com as ideologias políticas da tirania alemã e se negavam a fazer a tradicional saudação ''heil Hitler'', que traduzida significa ''a salvação vem de Hitler''. Fiéis ao estudo bíblico, as Testemunhas de Jeová resistiam por causa da crença de que a ''salvação vem somente de Deus''.
Os organizadores da exposição conseguiram resumir com documentos, fotos e pequenos textos a história do nazismo e da perseguição às Testemunhas de Jeová. Eles relatam também as dificuldades dos seguidores em estudar a Bíblia após a destruição pelos nazistas da gráfica e editora dos religiosos. O único ''pecado'' da organização, é que a mostra não termina com um dizer bíblico - apesar de toda a luta centrar na fidelidade a Deus - mas com um painel ilustrado por uma frase de Napoleão Bonaparte sobre o poder superior do espírito em relação à espada.

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