A exposição ‘‘O Verbo se Fez Carne e Habitou na África’’ abre hoje, em Foz do Iguaçu. A promoção é da Igreja Católica em parceria com a usina de Itaipu e Prefeitura. A exposição mostra a arte sacra que reporta aos passos de Jesus Negro. A alegria das cores marca a exposição, cujos trabalhos são pinturas em telas e tábuas, tinturas e batiks, com tintas naturais e a óleo. Todas retratando passagens bíblicas.
Na mostra, estão trabalhos vindos de países africanos assinados por artistas de Uganda, Burundi, Etiópia, Camarões, Zaire, Mali, Nigéria, Burkina Faso e Virgens Africanas. Os 80 autores mostram Jesus Cristo, Nossa Senhora e outros personagens do Evangelho, todos negros e que viveram em aldeias da África.
‘‘Nessas obras, os artitas expressam não somente sua concepção do Evangelho, como projetam nelas a plenitude de sua f钒, avalia o organizador da mostra, padre Saturnino Fraile, que pertence à Congreção dos Missionários de Nossa Senhora da África e atuou como missionário durante 24 anos em várias aldeias africanas.
Para Fraile, a exposição revela um grito de revolta contra a situação a que é submetida grande parcela da população mundial e, ao mesmo tempo, é a lembrança de gratidão ao povo africano ao qual os brasileiros devem boa parte de sua identidade étnica, cultural e religiosa. Ele lembra que apesar da luta, a vida da maioria do povo africano continua sofrida, conflituosa e sem esperanças. ‘‘Dos 22 países mais pobres do planeta, 18 se encontram na África’’, lamenta.
Para Carmem Lúcia Kula, coordenadora da mostra em Foz do Iguaçu, a exposição não deve atrair apenas católicos. ‘‘É um trabalho missionário, com o objetivo de difundir a cultura africana e sua visão sobre a passagem de Cristo na Terra’’, diz.
A exposição abre hoje, às 17 horas, no Oeste Paraná Clube, no centro de Foz do Iguaçu, e fica até o dia 16. De 19 a 23, a mostra estará no Floresta Clube, na Vila A de Itaipu. A entrada é gratuita.

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