Exposição de
cachimbos termina
amanhã
O cachimbo é quase uma ciência; ele aproxima o fumante das particularidades de um mundo feito de silêncio e contemplação.
‘‘Com o cachimbo você passa momentos íntimos consigo mesmo’’, diz o empresário Raffaele D’Angelo, dono do único museu do cachimbo existente no Brasil. Parte desse acervo pode ser visto no Woodside Bar e Tabacaria (Rua Nicolau Maeder, 881, fone 252-7826), em Curitiba, até amanhã.
Entre 100 e 120 peças - de uma coleção que chega a 700 - estão na cidade. Há exemplares vindos das tribos indígenas do Amazonas e de povoações de pescadores aos da Tailândia, Itália, Turquia. O original mais antigo vem dos tempos da Revolução Francesa, mas há cópias de cachimbos datados de alguns milênios antes da era cristã.
Há também os que por si só se parecem com obras de arte moderna. Leva-se em conta o bom humor com que foram talhados, porém alguns chegam a ser displicentes. É o caso de uma miniatura de garrafa de Pepsi-Cola com um sifão. Produzido na Holanda era um bom cachimbo para se fumar maconha.
(Z.C.L.)

mockup