Exposição brasileira em Nova York pode ser adiada
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segunda-feira, 17 de setembro de 2001
Fabio Cypriano<BR>Agência Folha 
A associação BrasilConnects já admite o adiamento da data de abertura da mostra ''1Brasil: Body & Soul'', prevista para ser inaugurada no próximo dia 11, no Museu Guggenheim da 5 avenida em Nova York. ''Trabalhamos agora com três hipóteses, dias 11, 18 ou 24 de outubro'', disse por telefone, de Nova York, o presidente da entidade, Edemar Cid Ferreira.
''Achamos muito provável manter a data prevista, mas só teremos condições de avaliar isso até o fim desta semana, quando o transporte de cargas voltar à normalidade'', diz o presidente da entidade. Cerca de 400 obras devem ser enviadas para a mostra.
Segundo Ferreira, ''o Guggenheim já está pronto para receber as obras, com as paredes pintadas e a estrutura que irá sustentar o altar barroco instalada''. O altar beneditino de Olinda, em ouro, que foi restaurado pela associação, ficará suspenso no hall de entrada do museu, todo pintada de preto, segundo cenografia do arquiteto francês Jean Nouvel. O módulo de arte contemporânea terá duas cores: branco e vermelho.
Para o desembarque das cargas em Nova York, há ainda um problema a ser enfrentado pela associação: a alfândega tinha sua sede no World Trade Center (WTC) e, segundo Ferreira, ''ainda não se sabe como ela vai atuar''.
Colecionadores, como Gilberto Chateaubriand e Sérgio Fadel, que emprestam obras para a mostra, manifestaram sua preocupação com a situação nos EUA, na semana passada. ''Trabalhamos para garantir tranquilidade aos emprestadores, os museus daqui já reabriram, nenhum avião pode chegar a 20 milhas de Manhattan, acho que agora Nova York é a cidade mais segura do mundo'', afirma Ferreira.
''Após a tragédia que aconteceu aqui, a mostra será o primeiro grande evento de um outro país na cidade, o que se torna um ato de solidariedade também'', diz ainda o presidente da entidade. ''Além do mais, há um esforço para que Nova York volte à normalidade, e o Guggenheim está fazendo todos os esforços para que a exposição seja um sucesso.'' O museu recebe US$ 8 milhões da BrasilConnects para a montagem da mostra.
Ferreira, que está em Nova York há quase duas semanas, pretendia voltar no dia 11, quando aconteceu a tragédia. ''Agora não sei mais quando volto, só após me certificar que a mostra vai acontecer como o esperado.''


