EXPOSIÇÃO - As águas que correm no céu
A teoria que relaciona as mudanças climáticas à devastação da Floresta Amazônica pode arrebanhar novos adeptos em Londrina desde a última quinta-feira quando entrou em cartaz no Royal Plaza Shopping a exposição Rios Voadores.
O curioso título descreve um fenômeno meteorológico pouco conhecido, mas que tem grande impacto na vida da população. Rios Voadores são massas de ar que transportam umidade e vapor de água da Bacia Amazônica para outras regiões, sendo responsáveis em grande parte pelas ocorrências de chuva nos Estados do Sul e Oeste do País.
Na exposição o visitante poderá se informar sobre o assunto através de fotos, textos, animações digitais e vídeo com depoimentos de especialistas e pesquisadores. Patrocinada pela Petrobras, a mostra já passou por Ribeirão Preto (SP) e Cuiabá (MT) num roteiro que inclui ainda Brasília (DF), Chapecó (SC) e Uberlândia (MG).
O aviador ambientalista franco-brasileiro Gérard Moss, idealizador do projeto, recorre a uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (IMPE) segundo a qual a Floresta Amazônica cede diariamente para a atmosfera em torno de 20 bilhões de toneladas de água em forma de vapor pela evapotranspiração das árvores.
O volume, segundo ele, seria comparável à quantidade de água despejada todos os dias no oceano pelo rio Amazonas. É o deslocamento dessa umidade, empurrada pelos ventos, que provoca as chuva nas regiões Oeste e Sul do País, salienta ele. Londrina, assim como os demais cidades incluídas na rota da exposição, seria beneficiária desses cursos de água atmosféricos. A mostra pode ser visitada até o dia 27 de agosto. A programação inclui ainda palestras em escolas. Mais informações pelo site www.riosvoadores.com.br.
● Desde que o projeto começou a monitorar os rios voadores no início do ano, foram registradas 15 ocorrências do fenômeno na cidade a mais recente no dia 7 de agosto
● Uma única árvore fornece mais de mil litros de água por dia para a atmosfera





