Expondo leveza em bronze
A artista plástica Giovana Zimermann mostra como extrair o leve do pesado em exposição de esculturas e pinturas
DivulgaçãoGiovana Zimermann segurando uma de suas criações que estarão expostas na Casa João TurimSimone Mattos
Uma figura masculina em bronze, na ponta dos pés, é a representação máxima da proposta da artista plástica Giovana Zimermann. ‘‘A idéia é extrair o leve do pesado, como na vida’’, traduz. Suas peças falam sobre temas como a morte, o renascimento e a fecundação. ‘‘Escolhi a leveza para falar da dor’’. Suas esculturas, instações e pinturas poderão ser vistas a partir de hoje, na Casa João Turin.
Quase 20 peças, dispostas em três salas, representam momentos da vida da artista. ‘‘Há 15 anos perdi meu pai’’, comenta. O processo de produção começou aí. A escolha do bronze foi motivada pelo peso e natureza do material. ‘‘Pode parecer pedante, por ser um material nobre, mas não é esta a intenção’’, diz.
Uma das salas da Casa João Turin foi encapada com lona azul. Nela, Giovana instalou 14 peças em resina branca e uma em resina pigmentada de azul. A segunda sala ocupada pela mostra sedia esculturas e pinturas. ‘‘Quando pinto trabalho elementos esculturais fortes’’, explica ela.
Divulgação‘‘Sexo Forte’’, a mão de bronze segura um corpo em queda: ‘‘É uma posição efêmera, como a vida’’Uma de suas obras de parede, a ‘‘Fecundo’’, por exemplo, foi feita sobre uma madeira com textura especial, que se assemelha a um útero. Uma figura em posição fetal, em fibras de vidro, compõem a obra, que mistura várias técnicas.
Entre as esculturas apresentadas neste espaço, Giovana ressalta a importância da obra ‘‘Sexo Forte’’, onde uma mão em bronze segura um corpo em queda. ‘‘É uma posição efêmera, como a vida’’. Outro detalhe de suas peças é o jogo de cores. Trabalhando com bronze oxidado e polido, ela obtém tons diferentes como resultado. ‘‘É uma forma de falar da miscigenação e da mistura das raças’’, explica.
A terceira e menor das salas apresenta esculturas que representam a figura feminina. ‘‘Aí está uma das obras mais interessantes, uma mulher sem cabeça e sem membros superiores, sentada num trono’’, conta a artista. ‘‘A escultura questiona a mulher objeto, colocada num trono mesmo sem cabeça ou história, apenas por seu corpo’’.
Giovana Zimermann é paranaense, formada pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, em Curitiba, mas mora em Florianópolis-SC há sete anos. Atualmente, está cursando o curso de pós-graduação em ‘‘Linguagem Plástica Contemporânea’’. Esta é a primeira vez que Giovana apresenta uma mostra individual em Curitiba.
A exposição das obras de Giovana Zimermann poderão ser vistas até o dia 16 de maio, na Casa João Turin (rua Mateus Leme, 38, fone 223-1182). A abertura da mostra acontecerá hoje, às 19h.

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