Explosão de cores
de um fotógrafo
brasileiro na Big Apple

Roberto DonaireFoto de Roberto Donaire: fusão de cores e saturação de contrastesUma mulher negra, com uma escultura de pentes na cabeça, grita em meio a uma profusão de cores. Uma outra, mostra um movimento frenético de agulhas, em um ensaio sobre erotismo, que passa com clareza a idéia de dor. Isto é um pouco do que se pode ver nas 30 fotos, entre ensaios e editoriais, do fotógrafo Roberto Donaire. Na fusão de cores e saturação de contrastes estão suas características mais marcantes.
É a primeira exposição dele em Nova York. Roberto já trabalhou nas melhores agências de publicidade do Brasil, fotografando campanhas para a Kaiser, Heineken, Renault, Banco Itaú. Agora é colaborador das revistas Vogue, Elle, Playboy, Photo Magazin (alemã) e Venice.
Quem assina o material gráfico é José Zaragoza dono da DPZ Propaganda. O Diretor de redação da revista Vogue, Ignácio de Loila Brandão assina o catálogo da exposição. Ele escreve: ‘‘Feche os olhos, volte-se contra a luz ou o sol. As cores explodem nas pálpebras esquematizando desenhos sem sentido. Que existem’’. ( Daisy Studio Gallery - 25 Mercer Street - 2D )
Wall Street’s Fashion
Os empresários na era da globalização devem estar preparados para vender sua imagem. Investir no marketing pessoal é fundamental para fechar bons negócios. Por isso a bíblia do empresariado nova-iorquino não é mais um manual de economia, mas o livro de Scott Omelianuk. ‘‘Work Clothes’’, fala como se vestir bem no trabalho. Muita gente pode achar o tema uma simples vaidade, mas no panorama de Wall Street onde os números mudam todos os dias, e as empresas trocam de mãos num piscar de olhos, isto ‘‘é tudo’’.
Bem vestir é essencial para o sucesso dos negócios. Com o outono chegando, o especialista na ‘‘moda-dinheiro’’ diz que usar paletó nas cores azul e cinza significa ‘‘money’’ no caixa. O outono que é escuro e chuvoso exige também como arma elegante a velha gabardine no modelito do filme Casa Blanca. Isso na cor bege. Nem ouse vestir preto. Aqui é cafonice.
A guerra das mulheres americanas
A mulher trabalhadora americana ganha, no mesmo emprego e na mesma carga horária, em média, apenas 75% do que o homem. A derrota maior é para as balzaquianas. Perto da faixa dos 30 aumenta a diferença salarial. Já as garotas de 18 e 24 anos, conseguem ganhar até 90% do salário pago aos homens. As feministas e sindicalistas estão furiosas. Elas identificaram o perfil da mulher que está na parte de baixo da pirâmide salarial: negra, trabalhadora, mãe solteira, 30 anos. A reclamação: quando elas começam a trabalhar, são quase iguais aos homens. Depois do primeiro filho, começam a ganhar menos - diferença que só vai crescendo. As americanas furiosas querem dar o troco. É esperar pra ver.
Ligados com a gente:
O recado é para Ana Paula Souza, de Curitiba, e para Cristóvão Czernak de Ponta Grossa. A gente pode falar mais, sobre livros e exposições de brasileiros na ‘‘Big Apple’’. Se você também quer dar sugestões de reportagem, anote o nosso e mail: [email protected]



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