Experiências traumáticas
As engrenagens da televisão e toda a mídia em torno de quem aparece nela podem assustar. Por isso, alguns atores demoram anos para se adaptar ao ritmo e à repercussão dos trabalhos. Em alguns casos, como os de Lídia Brondi e Ana Paula Arósio, a opção foi, simplesmente, recusar todos os convites para retornar. Mas outras atrizes conseguiram driblar seus problemas com o veículo.
Vilã de "Boogie Oogie", Giulia Gam custou a se sentir realmente bem fazendo tevê. A estreia foi em "Mandala", de 1988. E após viver a mocinha de "Fera Ferida", de 1993, decidiu se afastar de trabalhos mais longos. Topou fazer a minissérie "Dona Flor e Seus Dois Maridos", em 1998, mas só retornou às novelas em "A Padroeira", de 2001. "Amo atuar, mas não me sentia confortável. Era algo interno mesmo. Isso só mudou depois de 'Mulheres Apaixonadas'. Foi onde vi que a televisão poderia ser mais que entretenimento", analisa, referindo-se ao sucesso de Manoel Carlos, de 2003.
Com Mariana Lima, que recentemente esteve em "O Rebu" e está escalada para "Sete Vidas", próxima trama das seis, a desilusão com a tevê durou ainda mais. Na pele da tristonha e complexa Mariana de "O Rei do Gado", de 1996, a atriz sofreu com o assédio do público e da imprensa. "Adorava a personagem, a história, a direção. Mas eu sentia que não me encaixava naquela situação de ser famosa", conta. Em 2002, a atriz resolveu voltar ao ar em "Desejos de Mulher", mas, ao contrário da experiência artística que teve em sua estreia, não gostou do resultado final do trabalho. Cada vez mais presente no vídeo, a relação de Mariana com a tevê mudou de vez depois de "Cordel Encantado", de 2011. "Eu me vi sentindo prazer em ir para o estúdio. Era tudo muito lindo. Se você puder e souber escolher, é possível ser bem feliz na televisão", garante. (G.B.)





