Experiência trouxe mais do que conhecimentos técnicos
As gravações foram feitas na escola, Vila Cultural, Museu Histórico, Biblioteca Pública e Lago Igapó, e tiveram como atores os próprios alunos, além do professor de teatro Everton Bonfim. ''Para mim, filmar era uma coisa mais simples'', comenta Gabriela Machado, que já cursou teatro durante um semestre e interpreta um dos personagens principais da trama. Sua colega Karen Emy Yoneda também não imaginava que atuar em filme desse tanto trabalho. ''Pensei que fosse mais parecido com teatro, mas é totalmente diferente. Estou gostando pra caramba. Meu sonho sempre foi ser atriz'', revela.
Já para João Eduardo Macari Dias, a vontade de estudar jornalismo é que o motivou a participar da oficina. ''É legal saber como acontece nos bastidores. Nós montamos os cenários, com os móveis, produzimos as cenas, escolhemos os melhores ângulos, e fizemos todo esse trabalho em conjunto'', relata.
Sua parceira de grêmio estudantil Isabela Schwambach admite que, depois da oficina, vai passar a assistir aos filmes com outros olhos. ''Vou começar a pensar em como foi filmado, e de repente até encontrar erros de continuidade'', sugere. Mas, para ela, a experiência trouxe muito mais do que conhecimentos técnicos. ''Uma experiência como essas ajuda a ter desenvoltura e estimula a criatividade. Além disso, deu para ter uma noção do que é fazer algo para apresentar aos outros'', analisa.
E o que é que esse grupo quis passar ao público? ''Acho que o filme mostra que a pessoa não pode se esconder do mundo a vida inteira. E também que não podemos abandonar aquilo de que gostamos por causa de um trauma ou coisa assim. Não vale à pena'', reflete a jovem. (A.I.)





