A rotina inflexível da burocracia inspirou Jan Luiz Parellada, agente fiscal de rendas, a escrever o livro ‘‘Jogo da Burocracia’’, obra que pode ser traduzida como um manifesto satírico sobre o tema. Engenheiro Agrônomo por formação, residente em Assis (SP), Parellada atuou como redator publicitário e há sete anos trabalha como funcionário público. Portanto, é conhecedor da causa. O livro será lançado, hoje, às 20 horas, no Lab Imagem (Av. Bandeirantes, 310), em Londrina. ‘‘Jogo da Burocracia’’ reúne contos, crônicas e um glossário em que o personagem Jean Paul Lacre (inspirado no escritor francês Jean Paul Sartre), filosofa sobre o existencialismo burocrático.
Segundo o autor, a burocracia é um entrave tanto para o funcionário público como para quem usa o serviço público. ‘‘Os latinos extrapolam no jogo burocrático. Somos vítimas do excesso de burocracia’’, avalia. Parellada usa a sátira para criticar de forma contundente as distorções impostas pelo sistema burocrático.
‘‘A burocracia, muitas vezes, é usada como fonte de poder para amarrar uma situação’’, observa o autor. Em sua experiência nas três esferas do poder, acha absurdo uma folha de papel ser mais importante que o fato, quando, por exemplo, a pessoa precisa provar que está viva.

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