Antônio Mariano Júnior

Mario CesarAndré Luiz Lima: oficina vai oferecer atividades que desenvolvam também a imaginação, criatividade, improvisão e domínio corporalEu não quero um corpo que pense; eu quero um corpo que age. A citação, da atriz argentina Cristina Castrilho, que trabalha com Memória Emotiva, cai como uma luva para ilustrar a proposta da oficina de Teatro Corpo Vivo que o ator e bailarino André Luiz Lima vai ministrar a partir do próxima terça-feira, na Trup Estúdio de Dança, em Londrina. O curso, com duração de três meses, e que vai acontecer sempre às terças e quintas-feiras, das 19h30 às 22h30, pretende estimular a espontaneidade através de exercícios físicos ligados ao mundo emotivo.
A novidade é que a oficina não é direcionada apenas a atores: qualquer pessoa acima de 14 anos, independente da profissão, pode se inscrever. Estão sendo oferecidas 20 vagas e a mensalidade (sem taxa de matrícula) é de R$ 25,00. ‘‘O meu interesse é que as pessoas, através de exercícios voltados para o autoconhecimento se observem, se coloquem no presente mesmo’’- diz André Lima.
A oficina, que tem também por objetivo oferecer atividades que desenvolvam a imaginação, criatividade, improvisão e domínio corporal, tem como base os estudos de Cristina Castrilho (memória emotiva), Fumioshi Assai (Teatro Nô), Eugênio Barba (Teatro Antropológico) e Constantin Satnislavski (memória emotiva). E, obviamente, um toque especial do ator e bailarino.
São vários os tópicos que serão abordados. Entre eles, a relação gestualidades/mundo emotivo, ritmo, som e palavra articulada, além da improvisação como veículo de criação. Há pelo menos oito anos essa oficina é ministrada por André Lima. A mais recente, em janeiro deste ano, foi dada a alunos da Escola Municipal de Teatro.
O currículo de André Lima é composto por várias linhas. Ator desde 82, ele participou de quase todos os grupos teatrais de Londrina. Sua última participação com uma trupe local foi na temporada carioca de ‘‘A Ratoeira é o Gato’’, em 94, com a Cia. Armazém. Fora daqui, participou de algumas montagens no Rio de Janeiro, como o espetácuko ‘‘Fogo Morto’’, com a Cia. Depois do Baile, que lhe rendeu a pré indicação ao Prêmio Shell, em 95.
No exterior, André fez, em 86, curso de ‘‘Composição e Interpretação’’ e ‘‘Teatro Contemporâneo’’, em Londres. Além disso, foi integrante (um dos representantes brasileiros) da 1ª Turma da Escola Internacional de Teatro, em Lugano na Suíça.
Sua mais recente atuação aconteceu no filme ‘‘Triste Fim de Policarpo Quaresma’’, de Paulo Thiago, cuja pré-estréia aconteceu no Rio de Janeiro, na última segunda-feira. O filme entra em circuito comercial a partir de seis de maio.
Já como bailarino, ele iniciou seu trabalho de dança no Adanac, em 84, e chegou a ministrar alguns cursos no exterior. Em 93, por exemplo, trabalhou com o Proje Danza Di Lugano, na Suíça.

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