Quando se tem poucas crianças entre muitos adultos no elenco, é fácil lidar com as restrições de horários. Até porque a maior parte das cenas não é feita com eles. Mas essa situação se inverte quando se tem nas mãos um produto feito majoritariamente por crianças. Uma realidade com a qual a equipe de dramaturgia do SBT tem se deparado desde que a emissora começou a apostar em folhetins infantojuvenis.
Reynaldo Boury não esconde que não tem tanta paciência para lidar com as crianças. Mas o diretor-geral de "Chiquititas" assume que teve em "Carrosel", que se encerrou em julho deste ano, a grande escola para aprender a lidar com os profissionais mirins. "Tivemos de aprender a lidar com certos percalços e, no final, deu tudo certo. O sucesso fez não só a gente investir de novo nesse público, mas também nos aperfeiçoarmos nesse trabalho com crianças", explica o diretor.
A estrutura de gravações da emissora de Silvio Santos conta com o auxílio de nutricionista, psicólogo, pedagogo, fonoaudiólogo e outros profissionais, que assessoram a equipe da novela. Mas Boury assume que o maior problema mesmo ao escalar quase um elenco inteiro menor de idade não é na hora de lidar com as crianças, mas sim com seus pais. "Eles ficam mais deslumbrados e encantados do que os próprios filhos. Por isso, o atendimento psicológico também é direcionado a eles. Alguns desejam que suas crianças sejam sempre as mais solicitadas. Já cheguei a ser questionado por que determinada criança não foi ao programa do Silvio", entrega o diretor-geral.

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