Toni Platão, ex-vocalista do Hojerizah, está com um novo CD na praça – ‘‘Calígula FreeJack’’. É o segundo disco solo do cantor, que apesar de ter levado dois anos para ser concretizado – com o apoio irrestrito do produtor Dado Villa-Lobos –, ganhou nítidas cores de paixão. Os amigos se juntaram como num mutirão, entraram no estúdio e o resultado de todo esse empenho pode ser ouvido nas 14 faixas do lançamento. Todos os que se envolveram com o trabalho foram movidos por acreditarem no projeto. ‘‘Não rolou grana’’, afirma o cantor.
‘‘O disco tem sido muito bem recebido, porque ele tem integridade. Não fiz concessões. Ele traz a impressão da minha alma, a busca que eu tenho da minha voz. Então estou numa fase de luz e agradeço muito a Deus por isso’’, comenta Platão.
Ele conta que está com banda nova para ganhar a estrada, depois de cumprir temporadas neste meio de ano em São Paulo e Rio. A prioridade será cumprir turnê nos Estados do Sul, onde nunca esteve, e após isso, tomar o rumo de outras regiões. O cantor está propenso a levar ao palco não somente a síntese do seu CD, como também canções que ele gosta e que estão tocando nas rádios. Seria uma forma de dar um agrado ao público, nessa viagem musical.
‘‘Calígula FreeJack’’ traz uma seleção musical cuja matéria básica é o amor e a paixão ‘‘sem baboseira’’, na definição de Toni. ‘‘É diferente da música romântica melada. As letras falam sobre a vida’’. A canção que dá título à obra tem letra de Fausto Fawcett.
Dado Villa-Lobos passeia por onze faixas do CD que alternam rock, baladas, pop, versões. Assim como tem números inéditos, há também regravações; uma delas foi pinçada de praias bem mais distantes: ‘‘Canto de Ossanha’’, de Vinícius de Moraes e Baden Powell, composta nos idos de 60, aqui mostrada numa leitura muito própria do artista.
O poeta Chacal, além de criar a letra, também participa de ‘‘Marcas no Pescoço’’, que o Barão Vermelho já tinha colocado num de seus discos anteriores. Já os filhos do amigo Dado Villa-Lobos temperam com suas vozes ‘‘Vejo Você e Mais Nada’’, do gaúcho Frank Jorge (ex-Graforréia Xilarmônica). Para terminar foi escolhida ‘‘Carne e Osso’’, dos Picassos Falsos.

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