ReproduçãoDébora RodriguesDo alto do carro alegórico ‘‘Bolívia’’, na Acadêmicos do Grande Rio, a ex-sem-terra Débora Rodrigues, de 29 anos, era quase só alegria e emoção no desfile de domingo. ‘‘É emocionante demais’’, disse. ‘‘Pena que meus companheiros perderam esta oportunidade, por causa de alguns poucos líderes, que deveriam pensar em coisas mais importantes para o país, em vez de ficarem me censurando’’, alfinetou. Era uma referência clara a João Pedro Stédile, um dos líderes do MST, que condenou Débora por posar nua para uma revista masculina e por desfilar no Carnaval. Em tempo: Débora, com 59 quilos distribudos em 1,71 metro de altura, estava com uma roupa muitíssimo comportada e disse que a única dieta à qual se submete é a Seven Days Diet.
Pouco comportado estava o ator Raul Gazzola, que desfilou na Grande Rio. Empolgado com os gritinhos das fãs, em frente ao canal do Mangue, ele arriou as calças e mostrou as nádegas. Foi censurado até pelos integrantes da escola.
Felizes mesmo estavam os bicheiros Luizinho Drummond e Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães. Depois de acertarem as contas com a Justiça, ambos voltaram, com a corda toda, a comandar o Carnaval. ‘‘Até agora está tudo bem’’, disse Luizinho, que prometeu um belo desfile da sua escola, a Imperatriz Leopoldiense. Guimarães também puxou a sardinha para a sua brasa. ‘‘Gostei muito da Vila Isabel’’, disse, referindo-se à escola da qual foi presidente de honra.
Max Lopes, o carnavalesco que conseguiu ver afinidade entre Luiz Carlos Prestes e a dupla Claudinho e Buchecha, explicou o sucesso da escola. ‘‘O refrão moderno, Ah, eu tô maluco!, com um tema contemporâneo, de reformas sociais, ajudaram a escola a criar empatia com o público.’’

mockup