A celebração em torno dos 20 anos da morte de Glauber Rocha inclui uma exposição no Rio de Janeiro, uma retrospectiva de sua obra na TV, exibição de seus filmes em São Paulo e a edição especial de uma revista.
No museu Tempo Glauber, no Rio, foi aberta uma mostra permanente com cartazes, fotos, troféus e objetos usados pelo cineasta ao longo de sua tumultuada trajetória. O local, que mantém um acervo de 50 mil documentos, é mantido pela mãe do diretor, dona Lúcia Rocha.
Na semana passada, os funcionários do prédio estavam em festa com a chegada de material inédito: o diário dos últimos dias de Glauber, em Sintra, Portugal, e seu último roteiro (com o storyboard) para um filme que se chamaria ''O Destino da Humanidade''.
Na televisão, o Canal Brasil dedicará um ciclo ao artista com o ''Festival Glauber Rocha: 20 anos de Saudade''. A maratona começa hoje com a exibição do filme ''Barravento'' e do programa ''Retratos Brasileiros'', que vai lembrar o diretor reunindo depoimentos de várias personalidades.
O ciclo será apresentado sempre às quartas, às 23h30. Além de ''Barravento'', estão programados os filmes ''Deus e o Diabo na Terra do Sol'' (29/8), ''Terra em Transe'' (5/9), ''O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro'' (12/9) e ''A Idade da Terra'' (19/9).
Alguns desses filmes entraram em cartaz esta semana em São Paulo com sessões na Cinemateca Brasileira e no Sesc Ipiranga. Não é improvável que outros cidades façam o mesmo, especialmente na Bahia, terra do cineasta. As homenagens chegam também às páginas de A Revista, cuja terceira edição será lançada hoje pela Takano Editora Gráfica.
A publicação é editada pela jornalista Regina Echeverria e, desta vez, traz artigos sobre Glauber e um encarte com o cartaz de ''Deus e o Diabo na Terra do Sol'' (criado por Rogério Duarte), além de um CD reunindo trechos de filmes, entrevistas, making of de suas obras e imagens do programa de TV ''Abertura'', de que Glauber participou no fim dos anos 70.(N.S.)

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