Curitiba - O Dia Internacional dos Museus, comemorado ontem, movimentou o Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Curitiba. Nas grades do MAC, localizado no centro da cidade, artista plásticos montaram seus trabalhos ao som de MPB, tocado por uma banda regional. O MAC fez um convite geral aos artistas e, pela manhã, cerca de 18 artistas executavam suas obras no local. Cada artista teve dois metros de grades para criar, ou recriar, como fez o artista plástico Jean Nicolardot.
O ex-contador, que agora cursa o terceiro ano de Artes Plásticas na Faculdade de Artes do Paraná (FAP), tentou reproduzir a situação atual social. ''Meu trabalho é uma crítica social. Quero que o espectador se questione, fique indignado, pergunte a ele mesmo: isso é arte? É, e é o reflexo da sociedade'', declarou o artista. O trabalho, feito com plástico e fogo, foi exposto do lado de fora das grades do museu. A expectativa do artista é que as pessoas que passem por ali interfiram na obra. ''Como eles picham os muros da cidade, espero que também depredem o meu trabalho, numa reação de indignação. Se não interferirem é porque a população se identifica com as obras de arte nas ruas e não em museus'', disse o artista.
A artista Lizete Zem seguiu outra linha. A artista utilizou rosas vivas entremeadas com frases e palavras de um poema composto por ela mesma para trabalhar com os questionamentos do homem. Zem costuma trabalhar com elementos da natureza, terra e cores quentes; para simbolizar a vida. ''Esta é a minha linha de trabalho. Procuro sempre buscar expressão para a reflexão do homem com a terra'', disse a artista.
Segundo Jair Mendes, diretor do MAC, outras exposições, lançadas na semana passada, também fazem parte da comemoração ao Dia Internacional dos Museus. Uma delas é em homenagem ao artista plástico Artur Nísio, que morreu há 30 anos. Os trabalhos montados ontem deverão ficar expostos nas grades do MAC até a próxima segunda-feira.

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