As pinturas, aquarelas e esculturas do Grupo Cobra, que enchem os olhos do público na Casa Andrade Muricy, tem por detrás uma parceria importante: além da Secretaria de Estado da Cultura com a agência McCann-Erickson do Brasil (cujo presidente Jens Olesen é um apaixonado difusor das artes), outra presença vigorosa é da Philip Morris, patrocinadora do evento. Sem seu apoio talvez a exposição não chegasse a Curitiba, observou Valter Brunner, diretor de assuntos corporativos da empresa, à Folha Dois.
Avesso a citar valores, Brunner negou-se a falar sobre o montante do investimento por julgar que os números são irreais. ‘‘Uma coisa é um custo específico que realmente pagamos – para a curadoria e todos os custos que viabilizaram trazer essas obras para cá –, a outra são os custos adicionais de estrutura, lançamento, divulgação que estamos fazendo’’.
Um terceiro ponto a ser considerado são as monitorias especiais a escolares. ‘‘Estamos viabilizando o transporte de crianças carentes de determinadas escolas para visitarem a exposição. Depois elas farão trabalhos sobre isso, e poderão se expressar acerca daquilo que viram’’. Também o governo estadual promove um projeto idêntico.
Valter Brunner afirmou que atividades como esta não passam ‘‘de forma direta’’ pelo marketing da empresa. ‘‘Este departamento, onde sou o responsável – de Assuntos Corporativos –, tem uma preocupação corporativa institucional. Não tenho responsabilidade de vendas de produtos. Para isso há outra diretoria’’. Quanto a novos projetos culturais com incentivos da Philip Morris, não há nada de específico no momento. Aos interessados no assunto, Brunner deixou um recado: ‘‘Podem aguardar’’.
(Z.C.L.)

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