A 5ª Semana de Arte de Londrina termina neste domingo com saldo positivo: o número de visitantes à exposição, montada no prédio da antiga HM (esquina das ruas Benjamin Constant e Paraíba), superou a expectativa dos organizadores. Até ontem, eles calculavam que cinco mil pessoas já haviam passado pelos corredores da mostra, que reuniu obras de grandes nomes das artes plásticas como Lasar Segall, Alfredo Volpi, Eduardo Sued e Antonio Dias, entre outros.
Metade deste público foi composto por crianças e adolescentes que, através das monitorias agendadas pelas escolas, puderam ampliar seus conhecimentos na área cultural. ‘‘Normalmente as exposições em Londrina que duram o mesmo período recebem em torno de 700 visitantes, ou um pouco mais, quando se trata de um artista local. Ter registrado a presença de tanta gente aqui é muito gratificante para nós’’, diz entusiasmada a coordenadora-geral do evento, Maria Carla de Araújo Moreira. Ela lembra que no ano passado, quando a exposição foi montada no Parque de Exposições Ney Braga, foi registrada a presença de cerca de mil pessoas. No evento que termina no próximo domingo, este foi o número de pessoas registrado apenas nas nove mesas-redondas, realizadas no câmpus da Universidade Estadual de Londrina. Os sete cursos realizados durante a Semana contaram com a participação de 150 pessoas.
Outro resultado que vem sendo festejado pela comissão organizadora diz respeito à receptividade do trabalho da londrinense Olga Nardi (ver matéria nesta página) pelos marchands que participaram, no dia 22, da mesa-redonda que debateu o tema ‘‘Instituições: A presença do mercado na constituição de uma história da arte brasileira’’.
Segundo a coordenadora, os trabalhos dos londrinenses, de uma maneira geral, foram muito elogiados pelos críticos presentes. ‘‘Não que a gente já não soubesse do talento de nossos artistas - tanto que há um espaço só para eles na exposição - mas isto só vem confirmar que estamos no caminho certo’’, acredita Carla.
Também recebeu elogios o local escolhido para a exposição, que além de amplo, está localizado em um ponto estratégico, de grande trânsito de pessoas, e possui a simplicidade necessária à proposta da arte contemporânea. ‘‘A arte deste final de século é voltada para a comunidade em geral e prevê a criação de espaços que permitam o acesso do maior número possível de pessoas’’, explica Carla Moreira.
Ao fazer um balanço da 5ª Semana de Arte, ela afirma que o evento alcançou o objetivo proposto, que foi discutir e trocar informações sobre a questão do moderno na arte brasileira. Mesmo assim, a comissão organizadora ainda tem uma importante missão pela frente: a de conseguir parceiros para cobrir o déficit financeiro de R$ 15 mil que ainda resta. ‘‘Mesmo reduzindo ao máximo as despesas previstas inicialmente, não conseguimos todo o patrocínio necessário’’, informa a coordenadora do evento, orçado em R$ 150 mil.

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