O Paraná possui potencial para a pesca amadora que precisa ser melhor aproveitado. Por isso, o ciclo de palestras ''Indústria de Idéias'' trouxe para Londrina, na última semana, a coordenadora do Programa Nacional de Desenvolvimento da Pesca Amadora (Pndpa), Maria Nilda Leite, que apresentou a representantes da Emater, de municípios da região e pesque-pagues os caminhos para tornar a atividade rentável e ecologicamente sustentável.
O programa, vinculado ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já incentivou a criação de pólos de pesca em outras regiões brasileiras, como Pantanal, Amazonas e a região serrana de Santa Catarina. ''O primeiro passo é identificar o potencial da localidade para a atividade'', disse. Na região Norte do Paraná, a represa Capivara apresenta condições de formar um pólo. Além disso, ela citou a região do Rio Paraná, no Noroeste, e o Litoral.
Onze municípios da região já demonstraram interesse em aderir ao programa. Eles se reunirão em uma oficina de sensibilização da comunidade que vai se realizar em Porecatu (85 km ao norte de Londrina), em data a ser definida.
Neste evento, donos de hotéis, restaurantes, embarcações e outros estabelecimentos serão apresentados à proposta. Além disso, a infra-estrutura do local para o turismo será avaliada.''O objetivo é levá-los a perceber que há um fundo econômico atrás da pesca, lembrada apenas como atividade de lazer'', afirmou Nilda.
O Pndpa estima que há, no Brasil, mais de seis milhões de praticantes de pesca amadora. Eles se interessam principalmente pelo Pantanal matogrossense, que recebe anualmente entre 60 mil e 70 mil pescadores de outras regiões. Para a instituição, o Brasil tem potencial para se tornar destino internacional de pescadores graças à sua grande variedade de peixes, distribuídos pela extensa rede hidrográfica e oito mil quilômetros de costa.

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