EVENTO Mudança de fase
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de janeiro de 2004
Katia Michelle Pires<br> Equipe da Folha 
Curitiba A fase erudita da 22 Oficina de Música de Curitiba se despede hoje do evento com três concertos na grade de programação. Os alunos da classe de coral e regência se apresentam às 12h30, no auditório do Colégio Estadual do Paraná, sob a batuta do maestro argentino Norberto Garcia. O coro será comandado pelo regente paulista Samuel Kerr. Às 19 horas, no Teatro Sesc da Esquina, os alunos de música antiga apresentam concerto do madrigal e da Camerata Barroca, sob a direção dos professores Luís Otávio Santos e Luiz Alves da Silva. Logo mais à noite Kerr e Osvaldo Ferreira assumem a regência do Coro e da Orquestra Sinfônica formada por alunos da oficina, para marcar, oficialmente, o encerramento da fase erudita. Amanhã começa a fase de Música Popular do evento.
Na hora do almoço, o público vai poder conferir, com entrada franca, o resultado das aulas de coral da oficina. A orquestra reúne 82 instrumentistas, que se unem aos 50 integrantes do coro para apresentar um repertório variado, com peças da Argentina, Paraguai, Peru, México e Brasil. Do compositor argentino Julián Aguirre (1868 - 1928) foram selecionadas peças que destacam flautas e clarinetes. A polca paraguaia ''Avencillas em Fá Maior'', de Miguel Angel Echeverria, também dá ênfase aos naipes de metal. Do Peru foi escolhida a dança ''San Miguel Marinera'', de Segundo Sandoval e do México vem a romântica dança típica ''Huapango em Dó Maior'', de José Pablo Moncayo (1912 - 1958).
O Brasil será representado na apresentação pela clássica ''Aquarela do Brasil'', de Ari Barroso (1903 - 1964). Na segunda parte do concerto, coro e orquestra levam pela primeira vez ao palco a ''Novena do Espírito Santo'', composta em 1840 pelo brasileiro Frutuoso de Matos Couto. Recuperada recentemente, a obra é um exemplo da produção dos compositores nacionais, no século XIX.
No concerto das 19 horas, a Camerata Barroca, formada por violinos, violas, cellos, flautas doces, cravos, teorba e alaúde, apresentam composições de Antonio Corelli (1653-1713). O repertório foi escolhido pelo mineiro Luís Otávio Santos, um dos maiores especialistas brasileiros em música barroca. O músico e professor vive atualmente na Bélgica e veio para o Brasil para integrar o corpo docente da oficina.
Para marcar o encerramento da fase erudita do evento, às 21 horas, no Canal da Música, além da apresentação dos alunos, alguns professores se apresentam como solistas. O inglês Gordon Hunt e os brasileiros Sérgio Bugani, José Costa Filho e Afonso Venturieri executam a Sinfonia Concertante para Oboé, Clarinete, Trompa e Fagote em Mim Bemol Maior, de Mozart. Hunt é o oboísta principal nas orquestras Philarmonia e London Chamber Orquestra.
Amanhã a oficina muda de perfil, trazendo profissionais de destaque na música popular brasileira. A oficina prossegue até o dia 24 de janeiro com concertos e apresentações diárias. Ingressos a R$ 5,00 e R$ 1,00. Alunos do evento têm entrada franca, desde que apresentem crachá.


