Evento deve receber cerca de 800 inscrições
Josoé de CarvalhoNorton Morozowicz, diretor artístico, e Magali Kleber, diretora pedagógica: programação enxuta mas com qualidadeOs números exatos devem ser divulgados no decorrer da semana. Entretanto, a direção do 19º Festival de Música de Londrina espera receber cerca de 800 inscrições de alunos de várias partes do País interessados nos 55 cursos oferecidos na edição 99. Entre as novidades estão os cursos ‘‘Gravação, Edição e Masterização de Áudio’’ (que será dado por Pedro Franciscon e Giovani Luisi), ‘‘Coro Cênico’’ (que ficará a cargo do maestro Marcos Leite, do grupo ‘‘Garganta Profunda’’), ‘‘História da MPB’’ (com abordagem teórica e prática a ser ministrada por Roberto Gnatalli).
Outros destaques da parte pedagógica serão ‘‘Etnomusicologia’’ (com enfoque direcionado à tradição da música oral pelo pesquisador Carlos Sandroni) e ‘‘Oficina da Voz’’ (com a especialista Sônia Prazeres que desenvolveu uma técnica em que se explora o lado técnico e psicológico do aluno). Uma das atividades que certamente vai chamar a atenção será a palestra com recital de Fábio Caramuru que fez uma tese de doutorado sobre a obra de Tom Jobim.
Aliás, Jobim e Chopin (por causa dos 150 anos de sua morte) serão os dois compositores homenageados na edição deste ano do FML. Na parte artística deverão ser realizadas 60 apresentações em locais fechados e abertos (shopping Catuaí, Calçadão, empresas, bairros, distritos, Catedral, entre outros espaços).
Do corpo docente, pelo menos dois professores devem chamar a atenção. O primeiro é o pianista polonês Rafael Luszczewski, que vem graças ao apoio do Consulado Polonês que, a exemplo de Fábio Caramuru, também fará um master class sobre Chopin. Ele também será o solista do concerto de abertura do evento. O outro é o flautista brasileiro Altamiro Carrilho que além de ministrar uma oficina de Choro também fará algumas apresentações.
O 19º FML, promovido pelo Governo do Estado, Prefeitura Municipal de Londrina e UEL, está orçado em R$ 600 mil. Deste total, 200 mil virão da Secretaria Estadual de Cultura, R$ 150 mil da Secretaria Municipal de Cultura, R$ 150 mil da UEL (parte em dinheiro e outra parte em apoio logístico) e o restante da iniciativa privada através das Leis Municipal de Incentivo à Cultura e Rouanet.
‘‘Muitas empresas estão cada vez mais interessadas em associar seu nome a um projeto cultural do porte do festival’’- diz Magali Kleber, diretora pedagógica. Os patrocinadores oficiais de 99 são Sercomtel, Copel, Consórcio União, Colégio Universitário, Jabur e Colégio Londrinense. Os apoios culturais ficam por conta das seguintes empresas e instituições: Colégio Mãe de Deus, Panificadora e Confeitaria Central, Unopar, Computec, MC Gráfica, Hotel Bourbon, Associação Médica de Londrina, Centro Educacional Wisdom, Igreja Metodista Central, Strassberg Tortas Alemães e Conservatório Musical de Londrina.
Ao contrário de outras edições, o 19º FML terá apenas 12 dias de apresentações - 3 dias a menos que o habitual. Isso se deve, como explica Norton Morozowicz, entre outros fatores, à indefinição da remessa dos recursos e também os contatos artísticos que começaram tarde - depois do Carnaval, quando deveriam ter sido iniciados pelo menos em novembro. ‘‘Não estamos trazendo grandes grupos de fora porque não adianta dar um passo maior que a perna. Por isso, decidimos fazer algo mais enxuto sem perder, no entanto, a qualidade’’- afirma Morozowicz. (A.M.J.)

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