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sábado, 20 de janeiro de 2007
Nelson Sato<BR>Reportagem Local 
A temporada de comemorações em torno dos 100 anos de imigração japonesa no Brasil já começou. A efeméride será celebrada em 2008, mas em Londrina, a batida forte do taikô dá início às festividades neste fim de semana com a realização do 2º Taikofest Kawasuji.
A programação começa hoje e termina amanhã reunindo workshops e apresentações de dezenove grupos de taikô. Mais de 350 praticantes dos estados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina, além do Distrito Federal e Argentina já garantiram sua participação.
O 2º Taikofest é fruto de uma parceria entre o Grupo Ishindaiko, Comissão Imim 100, Instituto Atsushi e Kimiko Yoshii. O patrocínio é do Banco Sudameris. A primeira edição ocorreu no ano passado em São Bernardo de Campo (SP). Os festivais de taikô seguem uma tradição de serem realizados em cidades diferentes a cada edição, a exemplo da Copa do Mundo de futebol ou as Olímpiadas explica Lucas Muraguchi, membro da comissão organizadora.
A arte do taikô é uma das tradições milenares do Japão que foi integrada à cultura brasileira após a imigração dos japoneses no Brasil, em 1908. O taikô consiste em um tambor cujo som alcança longas distâncias. Atualmente, 70 grupos no Brasil praticam o instrumento. No Japão, estima-se que existam 10 mil grupos em atividade.
Nos primórdios, o taikô era utilizado como meio de comunicação rotineiro, seja para avisar que homens saíam para caçar ou para que as mulheres recolhessem as frutas postas para secar. Era tocado também em cerimônias religiosas ou com o objetivo de elevar o espírito e encorajar combatentes durante batalhas.
Possuía ainda um cunho místico sendo instalado nos templos como objeto sagrado. Foi popularizado mundialmente através do kumidaiko (taikô em conjunto), após a Segunda Guerra Mundial. O taikô no estilo kawasaji, talvez o mais difundido no Brasil, chegou ao País pelas mãos do Prof. Yukihisa Oda. Ele esteve por aqui entre 2003 e 2004 ensinando crianças e jovens. Neste fim de semana, ele voltará a Londrina especialmente para o evento anuncia Silvio Muraguchi, da organização.
A programação do festival começa hoje na Chácara Graciosa (zona sul) com um workshop para todos os 350 participantes, sob coordenação do Grupo Rakkoza, de Fukuoka, Japão. As apresentações para o público em geral acontecem amanhã, a partir de 9 horas, no Teatro Marista. O ingresso é 1 kg de alimento, cuja arrecadação será destinada a entidades assistenciais.
Estão escalados oito grupos do Paraná, nove do Estado de São Paulo, além de um grupo convidado de Buenos Aires (Argentina). Londrina será representada no palco pelos grupos Ishindaiko e Ishinladies. O espetáculo será finalizado com a performance KawasujiDaiko, executada pelos percussionistas Masaru Nishiguchi, Yoshitada Umemoto, Shinsuke Ikewaki, Miyuki Hosoi, Jun Aoyama e Akina Aoyama. Eles integram diferentes grupos e foram reunidos especialmente para a ocasião.
PROGRAMAÇÃO Amanhã (Das 9h30 às 12h30)
- Grupo Ishindaiko (Londrina)
- Grupo Keshin Wadaiko (Assaí-PR)
- Grupo Yuuwa (Rolândia-PR)
- Grupo Associação Nipo-Brasileira de Jundiaí (Jundiaí-SP)
- Grupo Wakadaiko (Maringá-PR)
- Grupo Mizuho Wadaiko (São Bernando do Campo-SP)
- Grupo Muguenkyo (Bauru-SP)
- Grupo Dantai Fenix (Presidente Prudente-SP)
- Grupo Medetaiko (Buenos Aires-Argentina)


