A concorrida temporada de shows internacionais chega ao ápice neste final de semana com o Tim Festival, cuja programação vai movimentar hordas de fãs em todo o País. A ''música sem fronteiras'', como apregoa a propaganda do evento, instala-se de hoje a domingo no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro com extensões em São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre. Para quem não puder conferir as atrações ao vivo, a MTV vai servir de consolo. A emissora transmitirá os três dias de shows, a partir de 22 horas.
A banda novaiorquina The Strokes é a principal estrela desta terceira edição. que traz nomes como Kings of Leon, Arcade Fire, Elvis Costello, Morcheeba, Television, M.I.A, Dizzee Rascal, Kings of Convenience e Wilco. Ao todo, serão 34 atrações. A única mudança do elenco previamente anunciado é a substituição da dupla Autechere pelo multi-instrumentista inglês Jamie Lidell. No Rio, as apresentações ocorrerão em 4 palcos distintos encaixando os artistas conforme seus estilos musicais.
Embora enfatize o pop/rock, o Festival abriga o palco Tim Club, que é direcionado para a música instrumental, jazz e ''world music''. Nesta faixa, é grande a expectativa em torno do show de John McLaughlin, guitarrista da legendária Mahavishnu Orchestra. É sua segunda vinda ao Brasil. Em 1978, ele tocou no 1º Festival de Jazz de São Paulo. Agora vem acompanhado do grupo Remember Shakti, que funde jazz com música tradicional indiana.
Além de McLaughlin, Bob Mintzer & Big Band e Wayne Shorter Quartet também se destacam no segmento. Outro palco que escapa aos principais holofotes é o Motomix, voltado para a químicas das pick-ups. Transformado em pista de dança, receberá DJs como Peretz, Arthur Baker e Frankie Knuckles. Já as extensões paulistanas do Festival desembarcam no Auditório Ibirapuera e no Arena Skol Anhembi (ao lado do Sambódromo).
O primeiro palco receberá a partir de hoje apenas artistas de jazz. Já o segundo vai acolher no domingo algumas das celebridades mais aguardadas. É para lá que duas excursões lotadas de fãs sairão de Londrina. A programação começa às 19 horas entrando noite adentro com shows de Mundo Livre S/A, M.I.A, The Arcade Fire, Kings of Leon e Strokes.
Embora pouco conhecida no Brasil, a rapper inglesa M.I.A já conquistou legiões de admiradores no exterior com sua música politizada, que utiliza as batidas do funk carioca. A banda canadense The Arcade Fire é outra que vem arrebanhando simpatizantes em proporções colossais. Virou sensação com seu álbum de estréia, ''Funeral'', que traz as fantásticas faixas ''In The Back Seat'', ''Wake Up'' e ''Neigh Borhood 7''.
Recentemente, lançou um single com duas canções inéditas uma delas, intitulada ''Brazil'', traz uma versão ao vivo para o clássico ''Aquarela Brasileira'', de Ary Barroso. A gravação mantém a melodia original, mas traz outra letra. O quarteto Kings of Leon também levantou poeira quando surgiu há dois anos dos cafundós dos Estados Unidos. É formado por três irmãos e um primo.
Estrearam com um álbum mediano influenciado pelo rock sulista americano dos anos 70. Evoluíram no segundo, intitulado ''Aha Shake Heartbreak'', que traz a sensacional canção ''King of Rodeo'' revelando sintonia com o som do presente feito por contemporâneos como os Strokes. Estes, por sua vez, são considerados a grande banda surgida a partir da virada do último milênio. Lançaram dois álbuns e acabaram de gravar o terceiro, ''First Impressions of Earth'', previsto para ser lançado em janeiro de 2006.
Os Strokes chamaram particular atenção no Brasil por ter na formação um brasileiro (o baterista Fabrizio Moretti, que nasceu no Rio de Janeiro e se mandou com a família para Nova York quando tinha 4 anos de idade) e um garoto (Julian, principal compositor do grupo) que é filho de John Casablancas, fundador da agência internacional Elite Model e que também mora no Brasil. No show, eles tocarão músicas dos dois primeiros discos e algumas do novo trabalho. Apresentam-se hoje e amanhã no Rio, domingo em São Paulo e terça-feira em Porto Alegre.

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