Curitiba Dos 70 cursos oferecidos pela 24 Oficina de Música de Curitiba, o curso Regência e Orquestra é o mais procurado, de acordo com o número de vagas. Foram apenas 15 vagas ofertadas, mas são 30 alunos assistindo ao curso, além de 20 ouvintes, que não recebem certificado, mas participam das aulas. Historicamente no evento, o curso de violão é o mais procurado, mas este ano a regra mudou. No ranking da procura, violão está em sexto lugar perdendo espaço para Interpretação para Ópera, com 53 alunos; Musicalização Infantil, com 35 alunos, Bateria, com 32 alunos e Percussão, com 31 alunos matriculados.
A procura é menor nas oficinas de instrumentos pouco difundidos, mas nem por isso menos badalados, como a o fagote e o oboé, com quatro e seis alunos matriculados respectivamente. Este ano, o curso de bandolim ganhou o troféu ''menos procurado'' da oficina, com apenas um aluno matriculado. O instrutor do curso, Izaias Bueno de Almeida explica a pouca procura: ''O bandolim não tem área de ação. É um instrumento típico do choro, um gênero muito específico'', revela.
O único aluno do curso, Daniel Migliavacca sabe disso, mas nem por isso, desiste do instrumento. ''Eu tocava cavaquinho até descobrir o bandolim na casa de um amigo. Eu comecei a tocar e nunca mais parei'', conta. Para o músico, o fato de ser o único aluno matriculado no curso é vantagem. ''É uma aula particular. Melhor que isso, só duas vezes isso'', brinca.
Alguns alunos, porém, não se importam em dividir a sala com outros pessoas e percebem exatamente nesse ponto uma das maiores vantagens da oficina. ''É bom conhecer outras pessoas, mas o melhor do evento está sendo mesmo a professora porque ela ensina muito bem'', revela Wallace Bispo, de apenas 12 anos. Amazonense, ele saiu de Manaus com um grupo de 15 pessoas especialmente para participar da oficina. ''Estou gostando muito e quero voltar outras vezes'', diz. O garoto começou a tocar violino aos 8 anos e está tendo aulas com a violinista Natália Alenitsyna, que ministra o curso em inglês. ''Eu não entendo muito o que ela fala, mas ela mostra como é para fazer e eu faço'', conta Wallace.
O jovem é um dos alunos da oficina que veio de longe para conferir o evento. É cada vez mais comum aliás, encontrar estudantes de outros Estados e até países circulando pelos corredores do Colégio Estadual do Paraná, onde as maioria dos cursos acontece. Tiago Neumann, de 22 anos, veio de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul para fazer o curso de música associada à imagem. Essa é a segunda vez que eu venho para oficina e dessa vez escolhi um curso diferente, mais parecido com o que eu quero usar no meu trabalho'', salienta. Para ele, aprender sobre as trilhas sonoras é uma oportunidade única. ''É uma gênero muito difícil, em que é preciso saber o contexto dda obra para poder compôr o trabalho'', explica.
Até ontem, 1.024 alunos já tinham se matriculado nos diversos cursos da 24 Oficina de Música de Curitiba, mas ainda restam vagas para os cursos que acontecem nas ruas da Cidadania e para os cursos de Música Eletrônica, que começam a ser ministrados no dia 16. Mas quem não está participando dos cursos, pode assisitir às dezenas de apresentações promovidas pela oficina diariamente.
Hoje, às 19 horas dois concertos integram a programação. No Sesc da Esquina, Mario da Silva e Rocio Infante apresentam o concerto ''Música Contemporânea de Câmara para violão, voz e corpo''. No mesmo horário, no Teatro da Caixa, o Grupo Mundaréu apresenta composições próprias além de músicas conhecidas, assinadas por mestres como Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.
Às 20 horas, no Canal da Música, professores da oficina apresentam Música de Câmara de vários compositores e às 22 horas, na Reitoria, a Família Itiberê Zwarg faz uma única apresentação encerrando a agenda de de hoje. Os ingressos para cada uma das apresentações custam R$ 10,00 e R$ 5,00 para quem levar uma lata de leite em pó ou um quilo de alimento não perecível.

Serviço:
- 24 Oficina de Música de Curitiba. A programação completa pode ser acessada no site www.oficinademusica.org.br

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