Curitiba Depois de uma lacuna de quase duas décadas, a servidora Elizabeth Inês Espinosa retoma seus escritos e os expõe pela primeira vez em Curitiba. Ela faz parte dos funcionários que integram o projeto ''Prata da Casa'', do Tribunal Regional do Trabalho, em Curitiba. Desde 2000, servidores e juízes mostram seus trabalhos no projeto. São poemas, pinturas, artesanato e fotografias de trabalhadores que encontram na arte mais que uma atividade paralela.
Na mostra que abriu ontem, Elizabeth expõe 20 poemas escritos nos últimos anos. Natural de Clevelândia (43 km ao leste de Pato Branco), ela começou a escrever aos 16 anos, quando mudou-se para Curitiba. No início da década de 90, ingressou no quadro da Justiça Trabalhista como analista jurídica. Formada em Geologia pela Universidade Federal do Paraná (1987) e em Direito pela então Faculdade de Direito de Curitiba (200), a poeta pretende incluir os poemas expostos no livro que tem o título provisório de ''À flor da pele'', ainda sem data para lançamento. ''Ainda estou conversando com as editoras'', adianta Elizabeth.
Nos poemas, ela aborda o universo dos sentimentos e as contradições, anseios e mistérios do amor. Em um dos poemas, revela: ''...é agora, com o tempo marcando o corpo que minha alma se renova. E quer se libertar da convencional. O que é certo já não importa. O que é errado me desconcerta. Agora, agora...''

Serviço
- Os poemas de Elizabeth Inês Espinosa ficam expostos no hall de entrada do Fórum de 1º Grau de Curitiba (Rua Vicente Machado, 400) até o dia 2 de junho. A visitação acontece durante a semana, das 12 às 18 horas, com entrada franca.

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