EVENTO - Palavras acessíveis
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quinta-feira, 18 de maio de 2006
Katia Michelle<br> Equipe da Folha 
Curitiba Desde ontem, um passeio pela Praça Osório, em Curitiba, pode render muito mais do que a passagem por mais uma ponto da cidade. Pode valer conhecimento a preços módicos. Pela segunda vez, abriga a Feira do Livro de Curitiba, um evento que teve sua primeira edição no ano passado com 30 expositores de diversas regiões do País e repete a dose até o próximo dia 28, com o dobro de expositores e de títulos oferecidos.
Se no ano passado, 100 mil pessoas visitaram os estades cobertos, a estimativa dos organizadores para este ano é também dobrar o número de visitas e de negócios. Além de livros de diversos gêneros vendidos com preços a partir de R$ 0,50 e descontos de 20% nos best sellers que estão nas prateleiras das livrarias, a feira oferece uma programação variada, com bate-papos com escritores locais e algumas personalidades nacionais.
Ontem, por exemplo abriu a agenda do programa ''Encontros com Grandes Nomes da Literatura'', o escritor Yves Hublet, aquele que deu as bengaladas no então ministro José Dirceu no ano passado e que só depois disso o país o descobriu escritor. Mas Hublet, que é paranaense radicado em Brasília, já escrevia muito antes do episódio que o projetou. Dessa vez, veio a Curitiba para lançar a obra ''O Dia em que o Homem Voou'', da Editora Record. Outros escritores participam do evento, até o final feira, como Paulo Henrique Amorim, Ignácio de Loyola Brandão, Guilherme Fiúza; Sônia Ray e Deonísio da Silva.
Outra programação de destaque dentro do evento é o ''Prata da Casa'', que traz escritores conhecidos mas nem senpre reconhecidos do Paraná. Participam dessa edição nomes como Isabel Cristina Parolin, Paulo Venturelli, Ernesto Ubiratan Marchiori, Adélia Maria Woellner, Reinaldo Godinho, Gelson Pellegrini, Greta Benitez, Celso Brasil, Maria Eva Tocchio, Luiz Celso de Matos, Paulo Sandrini, Luci Collin, Phaulo Hilário, Alice Ruiz, Estrela Ruiz Leminski, Ricardo Corona, Glória Kirinus e Eduardo Sganzerla.
''Nosso objetivo é popularizar a leitura, incentivar a produção literária e também tornar ainda mais conhecidos os talentos locais'', diz Sueli Brandão, Presidente do Instituto Feira do Livro, que promove o evento. Os estandes da feira foram distribuídos em seis ruas internas na praça e uma área coberta de quase mil metros quadrados. Durante o evento, mais de 60 mil títulos dos mais diversos gêneros literários e em vários idiomas estarão expostos. ''O melhor é que a entrada é franca e também incentivamos as visitas de escolas'', conta Sueli.
Apesar de bem mais modesto, o evento foi inspirado em modelos como o da feira do livro em Porto Alegre. Mas existem diferenças cruciais, além do tamanho, entre os dois eventos. Uma delas diz respeito ao patrocínio e apoio. Enquanto a feira gaúcha ganha incentivo financeiro da prefeitura local, em Curitiba, esse apoio é bem mais restrito e não diz respeito à verba. Segundo informações do Instituto Feira do Livro, a feira este ano está custando R$ 120 mil, quase a metade desse valor é gasto na estrutura. Para gerar essa receita, é preciso vender os estandes, mas com algumas restrições. O instituto não pode, por exemplo, ter patrocínio privado, embora o projeto Feira do Livro de Curitiba tenha sido aprovado pela Lei Rouanet.
Todos esses percalços, no entanto, não desanimam os organizadores, que pensam em manter o projeto para os próximos anos e ainda ampliar o evento. Em setembro, acontece em Londrina uma feira nos mesmos moldes, organizada pelo Instituto Feira do Livro.
Serviço:
- II Feira do Livro, até o dia 28 de maio na Praça General Osório, em Curitiba. De segunda a sexta, das 9 às 20 horas e sábados e domingos das 10 às 18 horas. Entrada franca.


