Um pot-pourri de coreografias inaugura, hoje, o XVIII Ciclo Afro-Asiático em Londrina. Diversos grupos, companhias e escolas de dança da cidade foram convidados para participar da festa que comemora o 18º aniversário do Núcleo de Estudos Afro-Asiástico da UEL, responsável pela organização do evento.
A abertura está prevista para às 20 horas. A solenidade contará com a presença do embaixador da África do Sul, Mbulelo Rakwena, além de uma exposição de kirigami por Ângelo Meneghetti. No palco se revezarão o Adanac, a Trup Ballet, o Espaço Latino, a Rhamza Alli Escola de Dança do Ventre, a Academia In Phorma, o Trio Ritmia, a Academia de Capoeira Maculelê, a Entidade da Igreja das Senhoras Budistas, os alunos do Sesc-Londrina, a Ananda Escola de Yoga, o Instituto de Wu Shu ''Youn Jee'' e o grupo de Tai Chi Chuan de Noêmia Tanaka Garcia.
O Núcleo foi criado, segundo o professor e fundador Eduardo Judas Barros, com o objetivo de ''divulgar a cultura dos países da África e Ásia, gerando um processo de contra-informação na contramão da ordem mundial da Informação e Comunicação''. Ao longo de sua trajetória, trouxe a Londrina 38 espetáculos de música e dança dos países Afro-Asiáticos.
Propiciou também a realização de dez simpósios sobre Comunicação e Cultura no Terceiro Mundo, além de 500 exposições fotográficas sobre temas relacionados à cultura dos países da Ásia e África. ''Com a sua atuação o Núcleo conseguiu encurtar a distância não só em relação aos países afro-asiáticos mas ainda com outros do Terceiro Mundo'' diz Barros.
O XVIII Ciclo prossegue amanhã com a abertura da exposição ''Israel sob os Meus Olhos'', no Catuaí Shopping Center, que permanecerá aberta à visitação do público até o dia 31 desse mês. Entre os dias 28 e 31, também de agosto, entra em cartaz a mostra ''Saga Libanesa e Líbano Hoje'', no Museu de Arte de Londrina.
Para o dia 30, também desse mês, está agendado o ''Festival de Danças Árabes'' no Cine-Teatro Ouro Verde. Já para o dia 1º de outubro, foi programada a apresentação de Dança Contemporânea da Índia, com o grupo indiano Ashtad Deboo, que passa ainda pelas cidades de Ponta Grossa (dia 3) e Toledo (dia 5). Barros observa que a relação do Brasil com a África e a Ásia é fundamental para ser desenvolvida.
Ele explica que um segmento importante da constituição do povo brasileiro é representado por descendentes africanos que deram uma imensa contribuição à cultura brasileira e ao próprio desenvolvimento sócio-econômico do país. ''As imigrações trouxeram outros segmentos importantes dos países asiáticos que formam e enriquecem o mapa colorido sócio-cultural do nosso grande país que é o Brasil. É necessário que se criem mais e mais centros para que se possa divulgar esta importante cultura afro-asiática'' conclui ele.
Toda a programação do XVIII Ciclo Afro-Asiático tem apoio da Associação Latino-Americana de Relações Públicas (ALARP). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (43) 3371.4599.


Serviço
Hoje: Abertura do XVIII Ciclo Afro-Asiático. Local: Cine Teatro Ouro Verde. Horário: 20 horas. Entrada franca.

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