EVENTO - Encontro de sonoridades
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terça-feira, 13 de janeiro de 2004
Candice Dequech<br> Equipe da Folha 
Curitiba A 22 Oficina de Música de Curitiba, que começou na última quarta-feira, está reunindo, no Colégio Estadual do Paraná, apaixonados por música de todos os estados brasileiros e de diversos países, entre eles Paraguai, Uruguai, Argentina e até da Alemanha, México, Jacarta, República Africana Equatoriana e Casaquistão. Neste ano, cerca de 1,5 mil alunos brasileiros e estrangeiros participam do evento.
São, no total, 80 cursos ministrados por 120 professores brasileiros e estrangeiros. Desses, 50 cursos são de música erudita, o que concentra aproximadamente 900 inscritos na oficina. Segundo o diretor artístico da oficina de música erudita, Alexandre Klein, a preferênciaa dos alunos inscritos na oficina de música clássica é por trompete, violino e flauta, concentrando 20% do total do número de inscritos no evento.
O estudante Alexandre Smiguel Fayad, 15 anos, participa pela segunda vez da oficina. Para provar que a musicalidade não está necessariamente no sangue, o pontagrossense é o único músico da família, e se orgulha disso. Ele estuda no Colégio Marista de Ponta Grossa, no interior do Estado, onde coloca em prática o que aprendeu em cinco anos de estudo de trompete. Fayad faz parte da banda do colégio e pretende seguir carreira musical. Ele já está se preparando para ingressar na Faculdade de Belas Artes do Paraná. Para Fayad, um talento admirável é o trompetista brasileiro Fernando Dissenda.
A estudante do terceiro ano de música, Brigitta Calloni, 21 anos, que participa da oficina pela terceira vez, veio de um pouco mais longe, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Ela estuda violino há aproximadamente nove anos e piano há sete anos. Calloni está inscrita na oficina de violino e considera ótima a qualidade de ensino dos professores. O músico de Belo Horizonte, André Ladi Rocha, 24 anos, tem a mesma opinião. ''Os professores, além de renomados, têm níveis altíssimos de conhecimento. Participar da oficina está valendo muito a pena'', disse o violinista, formado há três anos. Além de continuar estudando violino, Rocha dá aulas para iniciantes.
As amigas Candy Riveros, 20 anos, e Irene Riveros, 17 anos, percorreram longas distâncias para aprender um pouco mais sobre violino. As paraguaias participam pela primeira vez da oficina. Para elas, o profissionalismo e dedicação dos professores são admiráveis. As duas colegas estudam violino há quatro anos e pretendem seguir carreira. Elas querem fazer faculdade de música no Brasil, onde, segundo as estudantes, o ensino é mais qualificado.
A 22 Oficina de Música de Curitiba termina no dia 24 de janeiro. As aulas ocorrem durante a manhã e tarde. As vagas para a oficina de música erudita já estão preenchidas, mas, os interessados em música popular podem procurar o Colégio Estadual do Paraná, pois ainda há vagas disponíveis.


