EVENTO - 70 anos para ficar na memória
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quarta-feira, 19 de maio de 2004
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
''Foi o maior encontro de pioneiros dos últimos anos''. O entusiasmo é de João Milanez, presidente-fundador da Folha de Londrina, ao comentar a festa inaugural da exposição comemorativa dos 70 anos do município, ocorrida anteontem no Museu Histórico da cidade.
A Exposição, intitulada ''O Povo que Fez e Faz Londrina'', reuniu centenas de pessoas no local. A solenidade começou com uma reconstituição de época, encenada por atores da Escola Municipal de Teatro, com participação de alunas do Colégio Mãe de Deus e integrantes do grupo Olhar para a Terceira Visão, formado por portadores de deficiência visual ou auditiva.
''A idéia do espetáculo era reviver o dia 28 de julho de 1935, data em que o primeiro trem da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná chegou à Londrina. Notei que as pessoas se emocionaram, inclusive aquelas sem ligação familiar com os pioneiros. A cena da chegada e da partida do trem foi comovente'' assinalou Maria Lopes Kireeff, presidente da Sociedade Amigos do Museu Histórico de Londrina (SAM).
Na viagem ao passado, os atores trajavam figurino da década de 30 do século passado e interagiam com a platéia encarnando diversos personagens no pátio do Museu, entre eles o prefeito da época, corretores da Companhia de Terras, o vigário e seus coroinhas, prostitutas, colonos, engraxates, Banda Marcial e famílias descendo da Catita (o primeiro ônibus a circular na cidade).
''Estamos tendo uma aula de história a céu aberto'' declarou à imprensa o prefeito Nedson Micheleti. A representação durou cerca de 1 hora e meia, seguida do cerimonial que contou com um discurso da Londrina antiga resgatando falas de João Sampaio, diretor e posteriormente presidente da Companhia de Terras e de hoje proferido pelo diretor do Museu José César dos Reis e pela presidente da Sociedade Amigos do Museu Histórico de Londrina (SAM) Maria Lopes Kireeff.
O descerramento da placa comemorativa marcou a abertura da Exposição, que ficará em cartaz durante um ano reunindo cenários, fotos, documentos, mobiliários e textos históricos. O acervo foi emprestado de famílias de pioneiros e será devolvido após o término da mostra. O público poderá conferir esse legado de segunda a sexta, das 9h às 11h30 e das 14h30 às 17h30, e aos sábados e domingos, das 9h às 11h30 e das 13h às 17 horas.


