Londres é uma das cidades européias a ganhar mais vôos. Segundo a CET, turista está saturado dos EUAA Europa está fazendo a cabeça dos brasileiros. O aumento do fluxo de turistas, evidenciado pelas crescentes taxas de ocupação dos vôos internacionais, reflete uma mudança de hábito na hora das férias. Em detrimento dos Estados Unidos, o Velho Continente vem atraindo, ano a ano, um maior número de passageiros do Brasil.
Pesquisa encomendada pela Comissão Européia de Turismo (CET) e concluída em junho aponta números que animam o trade turístico. Dos 1.026 entrevistados em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre, 88% afirmaram preferir o continente europeu a qualquer outro destino do planeta para viajar nos próximos cinco anos.
Operadoras e companhias aéreas estão em sintonia com o público. É o que mostra pesquisa realizada pelo consultor da CET Roberto Chiachiri com 168 empresas, na qual ele apurou que 63,1% delas pretendem aumentar as vendas para a Europa. E a explicação é uma só: ‘‘o turista está se saturando dos Estados Unidos, quer mais cultura, mais informação’’, diz Chiachiri.
Os índices de ocupação dos aviões que cruzam o Atlântico em direção à Europa, mais do que confirmarem um crescimento de demanda, estão invertendo as rotas aéreas. Além de São Paulo conquistar mais vôos diretos para as principais cidades européias, o mercado paulista convenceu as companhias a ampliarem as frequências.
Vôos diretos Entre as empresas que estão aumentado o número de vôos para a Europa, a Swissair saiu na frente. Com 88% de ocupação, em média, dos MD-11 que utiliza, a companhia passará a voar, a partir do dia 7, seis vezes por semana de São Paulo para Zurique. Segundo o diretor da empresa no País, Sami Roumieh, o mercado paulista responde por 70% das vendas nacionais, que cresceram 60% de janeiro a agosto em relação a igual período em 96. Até março, lembra Roumieh, ‘‘mantínhamos quatro vôos semanais. Em abril, abrimos a quinta frequência e, agora, a sexta’’.
Já a Air France não só passou a oferecer mais vôos diretos para Paris a partir de Guarulhos como deslocou toda a sua diretoria do Rio para São Paulo. No embalo das alterações, passará a operar a sétima frequência semanal para a França a partir de 28 de abril. A intenção da companhia é trazer para o País o Boeing-777, que eleva o número de assentos na primeira classe de 6 para 12.
Antes disso, a Alitalia, em janeiro, passará a voar cinco vezes por semana para Roma. Os vôos vão deixar o Galeão rumo a Guarulhos, para seguir, daqui, diretamente para a Europa. A alteração é amparada por uma explicação: São Paulo lidera as taxas de ocupação. ‘‘Estamos privilegiando o mercado que, além de contar com a maior presença da colônia italiana, é o mais significativo para as viagens de negócios’’, diz o diretor-geral Lucca Martucci.
Demanda A partir de março, os aviões da British Airways também poderão ser vistos mais vezes por semana no País. São Paulo terá cinco vôos semanais para Londres, aumentando a oferta de lugares em 40%. Em 96, os vôos da British para o Brasil tiveram 77% de ocupação; neste ano, 85%. Ainda em março, a Lufthansa inicia sua quinta frequência de São Paulo para Frankfurt. O vôo, operado com A-340, tem capacidade para transportar 260 passageiros, sendo 202 lugares na econômica, 48 na executiva e dez na primeira. Nas duas últimas classes, a empresa alemã mantém índices de ocupação que beiram os 85%. Tanto é que a Lufthansa adoraria poder reconfigurar um avião só para atender à demanda desse público no Brasil.
As empresas nacionais também percebem o aumento de passageiros para a Europa. Só a Varig registrou crescimento de 17% no tráfego de passageiros para lá. A Transbrasil, por sua vez, aguarda a conclusão de estudos governamentais e aeronáuticos para passar a voar para Portugal e França e espera, ainda, resposta à solicitação para aterrissar em Munique. Quanto à Vasp, é dada como certa a sua entrada, em 98, em mais uma cidade espanhola. Deverá marcar presença no Aeroporto de Barajas, em Madri.

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