EUA querem reconquistar os turistas brasileiros
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quinta-feira, 22 de novembro de 2001
Giovanna Modé<br>Agência Estado 
O mistério da temporada é saber como ficam os Estados Unidos nas férias dos brasileiros. O país era o líder entre os viajantes daqui só no ano passado, foram 737 mil embarques para a terra do Tio Sam. Mas foi inevitável: muitos turistas cancelaram suas viagens depois dos ataques terroristas em Nova York e Washington. Segundo pesquisa feita pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) com suas associadas, para a Disney, a procura caiu 75% em relação ao ano passado. O mesmo ocorreu com a demanda por hotéis norte-americanos (menor 68%) e estações de esqui (queda de 70%).
A primeira consequência foram promoções de passagens aéreas e roteiros. Sobretudo no fim desta baixa temporada (antes do Natal), as reduções nos preços são nítidas há pacotes para Orlando, por exemplo, por US$ 584 com parte aérea. Mas para a alta estação, a tendência é que os descontos não sejam tão grandes.
Willian S. Norman, presidente da Travel Industry Association of America (TIA), veio ao Brasil para tentar atrair os brasileiros de volta. Ele revelou que o fluxo de turistas estrangeiros caiu 40% após os atentados. ''Um verdadeiro desastre para a nossa indústria de viagens'', disse. Por isso, lançaram um plano de recuperação em três mercados estratégicos: Japão, Reino Unido e Brasil.
Nos EUA de cada sete pessoas, uma trabalha com turismo direta ou indiretamente. Segundo Norman, o país tem esperança que nos próximos seis meses a situação comece a voltar ao que era antes dos atentados. ''O segmento está se mobilizando para tentar reverter o quadro o mais breve possível. Estamos em contato com o governo para ajudar em normas que torne o EUA novamente o preferido dos turistas.''
A TIA fará pesquisas, parcerias com o governo e uma campanha de marketing. Em breve, os turistas verão slogans como ''A América foi fundada, ampliada e construída por viajantes, e ninguém pode tirar isso da gente''.
No entanto, muito operadores ainda não estão convencidos que os EUA ainda é um local totalmente seguro. ''O choque está superado, estamos voltando ao trabalho'', avalia Norman. As expectativas do presidente da TIA é recuperação através do turismo de negócios, que não teve impacto tão negativo quanto o lazer. ''Acreditamos que as viagens de negócios ajudarão na alavancar das viagens de lazer.''


