EUA podem parar para ver ''Guerra nas Estrelas''
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de maio de 1999
Agência Folha 
Especialistas em mercado de trabalho nos EUA temem que milhões de pessoas no país deixem de trabalhar na próxima quarta-feira para ver a estréia de Guerra nas Estrelas: Episódio 1 - A Ameaça Fantasma.
Os temores de que isso aconteça são baseados na agitação que antecede a estréia do filme no país. Veja o que está acontecendo:
1 - Há duas semanas, as grandes lojas de brinquedo começaram a vender produtos da série. O que se viu foi uma invasão de fãs nas prateleiras, com pessoas comprando mais de uma unidade do mesmo produto.
2 - Na frente de cinemas onde o filme vai estrear, já há filas de fãs acampados nas calçadas há mais de duas semanas.
3 - Provedores de Internet estão alertas para uma possível parada nos sistemas de e-mails devido ao congestionamento causado por fãs de Guerra nas Estrelas, que têm trocado entre si versões eletrônicas do trailer do filme. O trailer ocupa um espaço de memória bem maior que o de um arquivo comum, como uma carta.
Segundo especialistas ouvidos pelo jornal New York Post, a falta coletiva poderia causar um prejuízo às empresas de até US$ 300 milhões. O jornal diz que até 2,2 milhões de pessoas podem deixar de trabalhar no dia da estréia.
A estimativa é feita com base no número médio de faltas por dia nas empresas (calculado pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho, um órgão federal) e na quantidade de pessoas que assistiu a estréia de O Mundo Perdido, de Steven Spielberg, em 1997: 4,7 milhões. Muitas companhias podem até fechar as portas nesse dia por não ter força de trabalho suficiente, disse o consultor John Challenger ao Post. Apesar de ser o quarto filme a ser rodado da série Guerra nas Estrelas (o primeiro saiu em 1977), Episódio 1 é na verdade o início da história. Esse é mais um dos motivos para aumentar a histeria dos fãs, já que Episódio 1 terá conteúdo inédito e efeitos especiais de última geração (é feito todo em tecnologia digital).
O filme já teve uma pré-estréia em apenas dez cinemas nos EUA e amanhã terá uma sessão prévia no Canadá, quando a renda será revertida para entidades
assistenciais. Alguns empresas dos EUA já começaram a vender tíquetes para o filme, que vai estrear em mais de 3.000 cinemas do país.


