EUA esperam recuperação do turismo este ano
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terça-feira, 18 de maio de 2004
Ana Carolina Sacoman<br> Agência Estado 
Los Angeles - Depois de um ano particularmente complicado 2003 concretizou os pesadelos pós-11 de setembro e guerra no Iraque e representou o período em que a indústria de turismo americana mais sofreu, com quedas, no geral, de 4% nas chegadas de visitantes , 2004 deve ser o período da retomada. Assim apontam as estatísticas do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, apresentadas durante a 36 edição do Pow Wow a maior feira de turismo americana , em Los Angeles, na semana passada.
Eles apostam nos tradicionais mercados, como Canadá (que teve queda de 2% na emissão de turistas para o país vizinho no ano passado), velhos parceiros, como a América do Sul (diminuição de 16% na emissão de turistas para os Estados Unidos), e em novos caminhos, como Ásia (com retração de 12% no número de partidas para a América em 2003). A expectativa é que as chegadas cresçam até 5% este ano.
Apesar de não terem nenhuma política específica para o Brasil que passou a ser o décimo primeiro emissor de turistas para os EUA (era o quinto em 2001) , esse é um dos mercados com maiores expectativas de crescimento, projetado em algo em torno de 34% até 2007 o que representa passar dos 349 mil turistas brasileiros que visitaram os Estados Unidos em 2003 para 468 mil visitantes verde-amarelos em 2007.
''Estamos apostando na melhora da economia brasileira e na estabilidade nas relações diplomáticas e comerciais entre Brasil e Estados Unidos'', afirma o secretário-assistente de Comércio para Indústrias de Serviço, Turismo e Finanças, Douglas Baker. ''Queremos trazer os sul-americanos e, principalmente, os brasileiros de volta.''
Dentro desse espírito, o mercado brasileiro deverá ser ''bombardeado'' em breve pelos parques nacionais americanos, a nova aposta em ''destinos quentes'' da Travel Industry Association of America (TIA). Em junho, o presidente da TIA, William S. Norman, deverá estar em São Paulo para o lançamento da campanha. ''Queremos trabalhar para fazer uma grande campanha no Brasil. Por termos escritório em São Paulo, será um trabalho com grande ênfase'', diz Norman.
São 56 parques nacionais espalhados por todo país, além de 331 lugares históricos, monumentos e áreas de preservação, que ganharam melhorias recentemente. No ano passado, mais de 260 milhões de pessoas passaram por algum parque americano.
Entre os ''top ten'' estão alguns parques pouco conhecidos pelos brasileiros, como o Blue Ridge Parkway, na Carolina do Norte, e o Natchez Trace Parkway, no Mississippi. Há, ainda, os tradicionais, como o Everglades, na Flórida, o Yosemite, na Califórnia, o Yellowstone (primeiro parque nacional americano, criado em 1872, localizado no Wyoming) e o Grand Canyon, no Arizona.
Outra campanha da TIA, esta um pouco mais polêmica e que necessita de um lobby reforçado, diz respeito à exigência de informações biométricas nos passaportes e identificação da impressão digital para entradas nos Estados Unidos como já são obrigados a fazer os brasileiros que se dirigem para alguma cidade americana para os 27 países cujos cidadãos não necessitam de visto para entrar naquele país. Esses procedimentos passarão a ser exigidos a partir de 26 de outubro. A TIA quer que o prazo se estenda por dois anos.
''É muito pouco tempo para que os países se adaptem a essa tecnologia'', acredita Norman. ''Queremos, pelo menos, estender esse prazo. A segurança não pode ser uma desculpa para atrapalhar os negócios.'' Essa deve ser uma batalha difícil de vencer.
Entusiasta do turismo, a terceira força empregadora da Califórnia responsável por cerca de 1 milhão de empregos , o governador do Estado, Arnold Schwarzenegger, encerrou o Pow Wow, num discurso de dez minutos, com um convite: ''Venha conhecer a Califórnia. Todos que vierem para cá vão dizer: I'll be back (eu voltarei)'', brincou, numa alusão a sua famosa frase no filme ''O Exterminador do Futuro''.
Viagem feita a convite da Travel Industry Association of America (TIA) e da American Airlines


