EU E O TEATRO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de março de 2001
Francelino França De Curitiba 
O espaço majestoso da Ópera de Arame exigiu um suporte técnico especializado das artes circenses, na estréia de Fantasmas (roteiro e direção de Rodrigo Matheus). O diretor técnico do espetáculo, Felipe Matsumoto, 36 anos, está pela terceira vez em Curitiba, para fazer a dobradinha palco e bastidores. Em 1992, sob a batuta de Cacá Rosset, integrou a equipe técnica de Sonhos de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare. Matsumoto retornou à cidade com Uma Noite e Tanto, do grupo Acrobático Frateli (95), dirigido por Roberto Lage, participando também artisticamente.
Em Fantasmas, Felipe Matsumoto integra a equipe de 24 técnicos e artistas que apresentam ícones da história do teatro, no coro grego e no trecho da peça Mahogany, de Bertold Bretch. A coreografia do coro grego foi concebida em pernas-de-pau, enquanto que na outra participação, Matsumoto representa um torturador, que se vale de um chicote. Sobre a complexidade da montagem, eles optaram por quatro trapézios, enquanto que no trivial circense há apenas um trapézio. Isso requer o quádruplo de segurança.
Na parte técnica, a Ópera de Arame é o espaço ideal. Agrega num mesmo local, vários pontos de fixação (fundamental para o trapézio), um pé direito alto e uma arquitetura aberta. A corporalidade é um fator diferencial em Fantasmas, exigindo o limite máximo do artista. O trabalho de Felipe Matsumoto extrapola a fantasia circense e pode ser apreciado no site www.viatv.com.br/mercadopersa.


