Para assumir o papel de uma grã-duquesa poderosa e cheia de estratégias, a atriz paulistana Cissa Carvalho Pinto conta que estudou muito não só a obra de Albert Camus, como também se baseou em ''O Príncipe'', de Maquiavel. ''Ela é bem maquiavélica para manipular o autor do atentado e conseguir que ele faça o que ela quer'', explica Cissa. ''Sem maquiagem, consegui o envelhecimento usando o corpo e a voz, mas sem perder a elegância do poder'', completa. ''Foi difícil de fazer porque tudo é movido pelas idéias. Difícil achar o quanto de miligramas colocar nessa receitinha'', diz. A montagem e a direção de Roberto Lage, segundo a atriz que já integrou o grupo Tapa e trabalhou com Antunes Filho exige um refinamento que é muito moderno. ''O trabalho do ator caminha para isso, para essa leveza e precisão dos gestos'', explica.

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